Crédito: REUTERS/Francis Mascarenhas

Rio – O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,5 ponto em setembro e passou para 87,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A queda ocorreu depois de três meses de altas consecutivas, que acumularam crescimento de 6,9 pontos na confiança no período.

O indicador caiu devido à piora das perspectivas do empresariado em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto e chegou a 97 pontos.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, se manteve estável no patamar de 77,6 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade do setor recuou 0,2 ponto percentual, para 69,4%, depois de cinco meses de altas.

Segundo a pesquisadora da FGV, Ana Maria Castelo, a queda da confiança em setembro foi influenciada pelo ritmo lento da recuperação e as incertezas que o cercam. Mas, para ela, o “resultado não altera o sinal positivo no terceiro trimestre, que foi marcado por uma redução do pessimismo no período, mas a percepção das empresas se mantém bastante suscetível às notícias sobre contingenciamento dos recursos do orçamento federal e às dificuldades fiscais que vêm reduzindo sobremaneira a capacidade de investir dos entes públicos”.

INCC-M – Ainda de acordo com a FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) teve inflação de 0,60% em setembro deste ano, taxa superior ao 0,34% de agosto. O INCC-M acumula inflação de 3,71% no ano e de 4,45% em 12 meses.

Em setembro, a maior alta de preços foi observada no custo da mão de obra, que subiu 0,95%, puxada principalmente pela mão de obra auxiliar (1,12%).

Os materiais e equipamentos tiveram inflação de 0,17%. A principal alta foi registrada nos materiais à base de minerais não metálicos (0,60%).

Já os serviços tiveram alta de preços de 0,25% em setembro, puxada pela inflação dos serviços técnicos (0,74%). (ABr)