Crédito: Sergio Moraes/Reuters

São Paulo – A Petrobras completou no último sábado um mês sem reajustar os preços do diesel em suas refinarias, registrando o maior intervalo de estabilidade nos valores em cerca de um ano, de acordo com dados compilados pela Reuters.

O preço médio do diesel nas refinarias da petroleira figura em cerca de R$ 2,30 por litro desde 19 de setembro, quando a Petrobras elevou a cotação em 4,2%, na esteira das fortes altas no preço internacional do petróleo após ataques a instalações da estatal saudita Aramco, ocorridos em 14 de setembro.

O último intervalo tão longo entre reajustes havia acontecido exatamente entre setembro e outubro do ano passado. Na ocasião, a estatal reduziu o valor nas refinarias em 10,07% em 30 de outubro, após tê-lo elevado em 2,8% em 30 de setembro.

Antes disso, a Petrobras chegou a ficar quase três meses sem praticar reajustes nos preços do combustível mais consumido do Brasil, após a greve dos caminhoneiros ocorrida no final de maio de 2018.

Em relação à gasolina, o último reajuste pela Petrobras ocorreu em 27 de setembro, quando a empresa aumentou o valor do combustível em 2,62%, para o então maior nível em mais de três meses, a R$ 1,7949 por litro.

Segundo a Petrobras, os valores dos combustíveis nas refinarias são baseados no valor de paridade de importação, que envolve as cotações internacionais dos produtos e os custos para os importadores. O repasse ao consumidor depende das estratégias das distribuidoras e revendedores.

Desde 20 de setembro, o preço do petróleo Brent, valor de referência internacional, teve queda de cerca de 8%, enquanto o dólar, outro fator utilizado na conta da Petrobras, ficou praticamente estável no período. (Reuters)

Brasil Refinarias pretende construir unidade na BA

São Paulo – A Brasil Refinarias, que arrematou áreas em recente rodada de licitação da ANP para exploração de petróleo e gás, pediu à agência reguladora autorização para a construção de uma refinaria de petróleo na Bahia.

O pleito da empresa, que participou da chamada Oferta Permanente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em setembro, vem em momento em que o governo brasileiro tenta incentivar uma maior competição no mercado doméstico de refino, inclusive por meio da venda de ativos da estatal Petrobras no segmento.

A unidade da Brasil Refinarias teria como objetivo aumentar a capacidade de oferta de combustível e petroquímicos da indústria nacional, com capacidade nominal de 117 metros cúbicos/dia (m³/d), segundo despacho da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

A Brasil Refinarias informou à autarquia que a unidade já tem licença ambiental de instalação, válida até abril de 2022, e teria capacidade para 40 m³/d de óleo combustível, 32 m³/d de óleos especiais e 20m²/d de nafta, além de 16 m³/d em parafina.

Apesar da publicação do projeto, a ANP disse que “a documentação apresentada continua em processo de análise”.

A Brasil Refinarias arrematou duas áreas na Oferta Permanente da ANP, na Bacia do Recôncavo, por meio de consórcio em que tem 50%, enquanto sua sócia Guindastes Brasil Locação de Equipamentos Ltda tem os outros 50%. (Reuters)