COTAÇÃO DE 20/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5600

VENDA: R$5,5610

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5630

VENDA: R$5,7070

EURO

COMPRA: R$6,4683

VENDA: R$6,4712

OURO NY

U$1.782,01

OURO BM&F (g)

R$318,60 (g)

BOVESPA

+0,10

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

PIB brasileiro tem alta de 1,1% em 2018

COMPARTILHE

Atividade industrial registrou retração de 0,3% no 4º tri - REUTERS/Jianan Yu

Rio e São Paulo – A economia brasileira fechou 2018 com expansão pela segunda vez seguida, mas bem abaixo do esperado inicialmente e mostrando que o ritmo desacelerou no final do ano, pressionada principalmente pelo recuo dos investimentos no quarto trimestre, o que ressalta a dificuldade de recuperação.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou expansão de 0,1% no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores, mostrou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PUBLICIDADE

O resultado traz desaceleração em relação à taxa de crescimento de 0,5% no terceiro trimestre na mesma base de comparação, em dado revisado pelo IBGE de 0,8% divulgado antes.

Na comparação com o quarto trimestre de 2017, o crescimento foi de 1,1%. Com isso, a atividade econômica brasileira fechou 2018 com expansão de 1,1% sobre o ano anterior, repetindo a taxa vista em 2017, depois de contrações de 3,3% e 3,5%, respectivamente em 2016 e 2015.

O ano de 2018 foi marcado por uma atividade econômica em ritmo moderado, apesar da inflação e dos juros baixos, com o desemprego ainda elevado.

Apesar do segundo ano de crescimento, o resultado ficou bem abaixo da decolagem da economia que era esperada no início de 2018 – pesquisa Focus do Banco Central mostra que o mercado chegou a estimar uma taxa de 2,9% em março.

A greve dos caminhoneiros em maio e as incertezas em torno das eleições presidenciais de outubro afetaram diretamente a economia ao conterem os investimentos e prejudicarem a confiança, mesmo com a demanda melhorando.

“O crescimento de 2017 e 2018 foi igual, mas com composição e características diferentes. O ano de 2018 foi marcado por choque de oferta provocada pelos caminhoneiros, pela crise da Argentina que comprou menos nossos produtos e pela incerteza eleitoral”, explicou a economista do IBGE, Rebeca Palis, lembrando que os dois resultados positivos não compensaram nem recuperaram a perda de quase 7% em 2015 e 2016.

A mediana das expectativas em pesquisa da Reuters era de expansão de 0,2% do PIB no quarto trimestre de 2018 em relação ao terceiro e de 1,3% sobre um ano antes.

Leia também

Indicador de incerteza recua, aponta FGV

Investimentos – Os dados do IBGE mostraram que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimentos, recuou 2,5% no quarto trimestre na comparação com o terceiro.

O período também foi afetado pelo recuo de 6,6% nas Importações de Bens e Serviços. Ainda do lado das despesas, o consumo das famílias cresceu 0,4%, enquanto do governo teve queda de 0,3%.

Na parte da produção, a Indústria foi a única atividade a registrar contração no quarto trimestre, de 0,3%, enquanto Serviços e Agropecuária cresceram 0,2%.

No acumulado do ano, entretanto, a FBCF teve alta de 4,1% e o Consumo das famílias aumentou 1,9%, com os Serviços crescendo 1,3 % e a Indústria registrando avanço de 0,6%.

“O que compensou em 2018 foi o setor de serviços, que tem peso de 70% na economia. A indústria também deu contribuição positiva depois de quatro anos em queda”, completou Palis.

A economista do IBGE ainda destacou o crescimento do Consumo das famílias ao longo do ano passado, uma vez que esse componente tem peso de 60% na economia. “É um peso gigante e ditou o ritmo da economia”, disse.

Reformas – Com o foco se voltando para o avanço de reformas, principalmente a da Previdência, a expectativa é de aceleração econômica neste ano. A pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostra que é esperado um crescimento de 2,48 % do PIB em 2019, indo a 2,65 % em 2020.

A esperada melhora das condições financeiras e do mercado de crédito, bem como uma contínua recuperação do mercado do trabalho, dependem, entretanto, da manutenção da agenda de reformas e ajustes da economia pelo governo.

Para o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, a economia deve acelerar a 2% em 2019, diante da demanda doméstica mais firme, particularmente os gastos com investimentos.

“A aceleração prevista do crescimento deve ser sustentada por um impulso mais firme do crédito, condições monetárias e financeiras mais expansionistas e melhora gradual do mercado de trabalho”, disse ele em nota, alertando entretanto que os ajustes fiscais devem estar no centro da agenda do governo para este ano.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!