Imóveis residenciais em Belo Horizonte voltam a subir em setembro após dois meses de queda

Depois de dois meses de queda, o valor do metro quadrado na capital mineira teve um leve avanço, impulsionado por bairros da região Centro-Sul
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Imóveis residenciais em Belo Horizonte voltam a subir em setembro após dois meses de queda
Foto: dabldy / iStock

O preço médio de venda dos imóveis residenciais em Belo Horizonte apresentou leve alta de 0,18% em setembro frente ao mês anterior, chegando a R$ 10.686 por metro quadrado (m²). Esse foi o primeiro resultado positivo no Índice FipeZap de Venda Residencial após dois meses consecutivos de queda.

O levantamento é feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o Grupo OLX, e também identificou variações positivas no acumulado do ano (0,19%) e nos últimos 12 meses (1,97%). Dessa forma, o preço médio na capital mineira segue acima da média das 56 cidades analisadas (R$ 10.015/m²).

Apesar do preço mais elevado, as variações registradas no mercado imobiliário belo-horizontino ficaram abaixo tanto da média da pesquisa quanto dos indicadores de inflação citados no levantamento. O Índice FipeZap apresentou avanço de 0,58% frente a agosto e acumulou altas de 4,04% nos nove primeiros meses de 2026 e de 5,51% nos últimos 12 meses.

Já o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), encerrou setembro com crescimento de 1,57% na comparação mensal e variações positivas de 3,45% no acumulado do ano e de 3,34% nos últimos 12 meses.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,7% em setembro, frente a agosto.

Entre os bairros, zonas e distritos de Belo Horizonte analisados, a Savassi, na região Centro-Sul, lidera o ranking, com R$ 17.281/m². Ao todo, nove bairros apresentaram preço médio superior à média da cidade, sendo oito da região Centro-Sul, incluindo Santo Agostinho (R$ 16.643/m²), Lourdes (R$ 16.605/m²) e Funcionários (R$ 15.171/m²).

Os dez bairros com os imóveis residenciais mais caros de Belo Horizonte

  • Savassi: R$ 17.281/m²;
  • Santo Agostinho: R$ 16.643/m²;
  • Lourdes: R$ 16.605/m²;
  • Funcionários: R$ 15.171/m²;
  • Santa Lúcia: R$ 11.851/m²;
  • Sion: R$ 11.798/m²;
  • Santo Antônio: R$ 11.493/m²;
  • Serra: R$ 11.315/m²;
  • Gutierrez: R$ 10.913/m²;
  • Buritis: R$ 9.703/m².

Entre os dez bairros com os imóveis residenciais mais caros da capital mineira, quatro registraram queda nos últimos 12 meses, incluindo a Savassi, com retração de 1,4%. O recuo mais acentuado ocorreu no Gutierrez, na região Oeste, com variação negativa de 9,8% no período.

Por outro lado, o bairro Santo Antônio registrou o maior avanço, com alta de 10% em 12 meses. Em seguida, aparecem Lourdes (6,4%), Buritis (4,9%) e Santo Agostinho (4,7%).

Mercado metropolitano

Contagem
Foto: Ronaldo Lemos / Prefeitura de Contagem

O Índice FipeZap de Venda Residencial também analisou o desempenho do mercado nas cidades de Contagem e Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Assim como a Capital, ambos os municípios voltaram a registrar avanço após queda em agosto.

Em Betim, o indicador apresentou acréscimo de 0,65% frente ao mês anterior, encerrando setembro com preço médio de R$ 5.121/m². Apesar das altas de 7,03% no acumulado do ano e de 8,45% nos últimos 12 meses, a cidade permanece com o segundo menor preço do estudo, acima apenas de Pelotas (RS), com R$ 4.704/m².

Já Contagem, que também figura entre os mercados mais baratos, encerrou setembro com preço médio de R$ 6.235/m², após crescimento de 0,65% na comparação com agosto. O município ainda apresentou variações positivas de 5,88% nos nove primeiros meses do ano e de 8,3% nos últimos 12 meses.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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