Prefeitura anuncia novas medidas de flexibilização e libera eventos na Capital

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Prefeitura anuncia novas medidas de flexibilização e libera eventos na Capital
Crédito: Paulo Lacerda - FCS

Cinemas, museus, teatros e outros espaços voltados para atividades socioculturais voltam a funcionar em Belo Horizonte a partir de amanhã. O comércio não essencial também poderá abrir aos domingos, músicas ao vivo em bares e restaurantes estão novamente liberadas e eventos com até 600 pessoas também, desde que sigam as medidas sanitárias de saúde contra a Covid-19. Esta é a primeira vez que eventos são liberados na capital mineira desde o final do ano passado.

A nova fase de flexibilização foi comunicada por membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que ressaltaram que os segmentos devem seguir os protocolos de segurança e que, no caso de eventos sociais, os organizadores devem solicitar liberação da administração municipal.

O presidente da Belotur, Gilberto Castro, detalhou que estão autorizados shows e teatros com público obrigatoriamente sentado, usando máscaras, com limite de 600 pessoas e se tiver qualquer relação com alimentação e bebida, 400 pessoas. Já os eventos corporativos – feiras e congressos – poderão ocorrer a partir de agosto também com o limite de 600 pessoas – caso demande público maior, será necessário pedido especial à PBH, que será analisado técnica e sanitariamente.

“No caso de cinemas, museus e galerias, permanece a liberação com regramento de 50% da capacidade. E os eventos sociais terão testagem obrigatória. Entende-se por eventos sociais, aqueles sem cunho comercial. Nos demais, os testes são apenas recomendados”, alertou.

O secretário de Saúde, Jackson Machado, acrescentou que os eventos sociais terão que ser comunicados previamente à Secretaria de Políticas Urbanas, bem como disponibilizada uma relação de todos os participantes com nome e telefone e resultado da testagem. “Ou imunizados 100% ou com teste PCR limite de 72 horas”, disse.

Ele enfatizou que a estabilidade nos indicadores epidemiológicos é que permitiu mais este avanço na capital mineira. Segundo ele, o boletim de ontem apresentou RT, índice de transmissibilidade, em 0,89, taxa de ocupação de UTI para Covid-19 em 65,1% e de enfermaria em 49,1%. Machado também voltou a frisar que nada impede que a PBH recue, caso os índices voltem a subir e atinjam patamares críticos.

“Mantendo a coerência, esses indicadores permitem o funcionamento desde que sejam seguidos todos os protocolos, mas os mesmos podem ser suspensos em caso de piora dos indicadores. A gente não abre porque acha que pode, nem fecha porque acha que deve”, afirmou.

Vacinação

Sobre a vacinação, o secretário disse que em Belo Horizonte, 1.094.967 de pessoas já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o que representa 53,7% do público-alvo da campanha de vacinação. O número de completamente imunizados (que tomaram as duas doses) é de 423.096, 20,8% do público-alvo.

Setores repercutem flexibilização em Belo Horizonte

Por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, comemorou a decisão da PBH pela liberação dos serviços não essenciais aos domingos.

“Nossa posição é pela concreta liberdade de abertura do comércio, conforme os lojistas possam ou desejam. Da mesma maneira que sabemos que muitas lojas de rua também necessitam abrir aos domingos e precisam recuperar as vendas perdidas. Defendemos a abertura facultativa a partir do próximo domingo (4) e acordamos com a Prefeitura e a Abrasce ( Associação Brasileira de Shopping Centers) e os superintendentes de shoppings de Belo Horizonte”.

Também pelas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, informou que os playgrounds dos restaurantes também serão liberados e disse que conversou com o secretário de saúde sobre a ampliação do horário de funcionamento do setor. “O secretário Jackson me disse que na próxima reavaliação (em 14 dias), a tendência é que consigamos aumentar o limite de horário para bares e restaurantes”, revelou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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