Crédito: Miklos Grof / CEO Company Hero

Apesar dos impactos econômicos e sociais causados em todo o mundo pela pandemia de Covid-19, entre as transformações ocorridas também em função da doença está a aceleração de processos previstos para acontecerem só daqui a alguns anos. Este é o caso da digitalização, que na avaliação de especialistas, foi adiantada em pelo menos uma década e agora é parte fundamental da rotina da maioria dos brasileiros.

Antes mesmo de o novo coronavírus chegar de vez ao País, muito já se falava sobre investimentos em culturas digitais nos mais diversos setores. Agora, ainda no considerado platô, em que a curva epidemiológica da doença permanece em patamares elevados e medidas de distanciamento social ainda são necessárias para tentar conter a disseminação do vírus, pessoas físicas e jurídicas voltam suas atenções para o fortalecimento do ambiente virtual.

Surfando na crise – E é neste contexto que a Company Hero, plataforma que ajuda empresas a migrarem do analógico para o digital, espera dobrar de tamanho em 2020. A empresa de São Paulo acaba de chegar a Belo Horizonte, está expandindo para outros estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, e deverá chegar ao mercado internacional no ano que vem.

De acordo com o CEO da Company Hero, Miklos Grof, a empresa se baseia na filosofia do business anywhere (fazendo negócios de qualquer lugar, em português), conceito que ressignifica a forma de operar negócios dentro do contexto de transformação digital. Com foco na prestação de serviços para pequenas e médias empresas, oferece aos clientes soluções para criação e adaptação ao digital por meio de inovação e tecnologia.

“Atuamos tanto na legalização das empresas, como na oferta de produtos e serviços financeiros. Mas recentemente lançamos uma plataforma de marketing digital e agora os clientes também podem contratar serviços para a gestão e alimentação de suas redes sociais. No processo completo, oferecemos desde a abertura de CNPJ, como a criação de endereços fiscais e comerciais virtuais nas principais, atendimento telefônico, caixa postal, salas de reunião e outros serviços que descomplicam o negócio”, detalhou.

Sobre a pandemia, ele disse que basicamente, houve três momentos distintos desde os primeiros casos no País, em março, sob o ponto de vista dos negócios: em um primeiro momento houve pânico, depois os primeiros sinais de que poderia haver algo promissor e, agora, a execução de planos que amenizem as perdas e promova ganhos.

“Estamos neste momento, correndo contra o tempo, realocando investimentos e oferecendo mais uma opção para quem deseja empreender no País, mesmo com tantos desafios”, contou.

A Hero já conta com mais de 3 mil clientes em todo o País. Conforme o executivo, este número está crescendo mês a mês entre 6% e 10%. Já os funcionários que hoje somam 30, deverão chegar a 50 até o final deste exercício.