Crédito: Elvira Nascimento

A produção brasileira de aço bruto foi de 22,3 milhões de toneladas nos primeiros nove meses de 2020, o que representa uma queda de 9,7% frente ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Aço Brasil (Aço Brasil).

A produção de laminados no mesmo período foi de 15,5 milhões de toneladas, queda de 10,8% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2019. A produção de semiacabados para vendas totalizou 5,9 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2020, uma retração de 10,4% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 13,5 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2020, o que representa uma retração de 4,2% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 14,9 milhões de toneladas no acumulado até setembro de 2020. Este resultado representa uma queda de 5,5% frente ao registrado no mesmo período de 2019.

As exportações alcançaram 8,6 milhões de toneladas no acumulado até setembro de 2020, uma queda de 9,9% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as exportações atingiram US﹩ 4,2 bilhões e recuaram 25,5% no mesmo período de comparação.

As importações alcançaram 1,5 milhão de toneladas no acumulado até setembro de 2020, uma queda de 22,9% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US﹩ 1,6 bilhão e recuaram 18,6% no mesmo período de comparação.

Em setembro a produção brasileira de aço bruto foi de 2,6 milhões de toneladas, uma alta de 7,5% frente ao apurado no mesmo mês de 2019. Já a produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, 2,6% inferior do que a registrada em setembro de 2019. A produção de semiacabados para vendas foi de 456 mil toneladas, uma redução de 31,9% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2019*.

As vendas internas cresceram 11,8% frente a setembro de 2019 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,9 milhão de toneladas, 8,2% superior ao apurado no mesmo período de 2019.

As exportações de setembro foram de 756 mil toneladas, ou US﹩ 379 milhões, o que resultou em queda de 20,9% e 27,4%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2019.

As importações de setembro de 2020 foram de 142 mil toneladas e US﹩ 171 milhões, uma redução de 22,9% em quantum e 19,0% em valor na comparação com o registrado em setembro de 2019.

“As vendas internas de laminados no mês de setembro ficaram 15,5% acima da média das vendas ocorridas em 2018 e 2019. Não procede, portanto, as especulações de que estaria havendo desabastecimento do mercado interno, devido ao retardamento no religamento dos altos fornos do setor e ao incremento das exportações. Estas, em setembro, ficaram 14,2% abaixo da média das exportações realizadas em 2019. No tocante ao consumo aparente de produtos siderúrgicos, em setembro, este subiu 8% em relação a agosto, devido preponderantemente ao crescimento das vendas internas”, disse o presidente executivo do Aço Brasil Marco Polo de Mello Lopes.

BTG aponta reajuste de preços

São Paulo – Analistas do BTG Pactual afirmaram que as siderúrgicas CSN, Usiminas e ArcelorMittal estão anunciando outro aumento de preços de aços planos a distribuidores para novembro, citando fontes no setor.

“A indústria está anunciando uma elevação de preço de 10% a 12% para novembro, o que coloca os aumentos no preço do aço acima de 40% no acumulado do ano”, afirmaram Leonardo Correa e Caio Greiner em nota a clientes.

Essa rodada adicional de reajustes, de acordo com os analistas, deve fazer com que os preços internos sejam comercializados com um prêmio em relação às importações de cerca de 5% a 7%, “o que consideramos justificado em uma base teórica”.

“As tendências de demanda de curto prazo permanecem favoráveis – recuperação em forma de V -, e vemos potencial para implementação na distribuição nas próximas semanas”, acrescentaram.

Para a equipe do BTG, o ambiente de negócios continua muito forte para a indústria siderúrgica local. Eles avaliam que os resultados do terceiro trimestre podem surpreender positivamente, apesar da revisão para cima das perspectivas nos últimos dias.

“O ano de 2021 também parece promissor com todos esses ajustes de preços já ‘na sacola’.” (Reuters)