Economia

Reajuste de planos coletivos desacelera e fica abaixo de 10% no início de 2026, diz ANS

Apesar da queda na média geral, contratos com menos de 30 beneficiários ainda registram aumentos elevados
Reajuste de planos coletivos desacelera e fica abaixo de 10% no início de 2026, diz ANS
Crédito: Marcello Casal Jr./ABr

Os reajustes dos planos de saúde coletivos começaram 2026 em desaceleração, segundo dados divulgados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O percentual médio aplicado aos contratos coletivos nos dois primeiros meses do ano foi de 9,9%, abaixo da média registrada em 2025, de 10,76%.

De acordo com a agência, a redução mantém uma tendência de desaceleração observada desde 2024, segundo dados do Painel de Reajustes de Planos Coletivos. Os percentuais consideram os reajustes anuais informados pelas operadoras com base na variação dos custos efetivamente praticada.

Conforme apurado anteriormente pela Folha de S. Paulo, projeções de consultorias apontam a expectativa de aumentos médios entre 8% e 11% neste ano. A desaceleração ocorre após um período de aumentos mais elevados, especialmente na retomada pós-pandemia, quando as operadoras enfrentaram resultados mais pressionados e aplicaram reajustes maiores, com menor margem de negociação.

Apesar da desaceleração média, os contratos com menos de 30 beneficiários continuam registrando aumentos elevados. Em 2025, esse grupo teve reajuste médio de 14,24%, quase cinco pontos percentuais acima dos contratos de maior porte, cuja média ficou em 9,62%. Segundo a ANS, cerca de um em cada quatro beneficiários que tiveram reajustes estava vinculado a esse tipo de contrato nos primeiros meses de 2026.

Dentro desse grupo, cresceram especialmente os contratos menores. A participação de planos com até cinco vidas subiu de 4,7% em 2014 para 15,3% até fevereiro deste ano. De acordo com a agência, a diferença entre os reajustes aplicados aos contratos com menos de 30 vidas e aos de maior porte se manteve no comparativo com ciclos anteriores e para os dois primeiros meses de 2026.

Nos planos exclusivamente odontológicos, os reajustes seguem mais estáveis. A média ficou em 3,27% em 2025 e em 3,44% nos dois primeiros meses de 2026.

Os dados fazem parte do Painel de Reajustes de Planos Coletivos, ferramenta da ANS atualizada trimestralmente e que permite acompanhar os percentuais aplicados pelas operadoras de saúde conforme o porte do contrato, modalidade e perfil da empresa.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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