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Registro de novas armas dispara em MG em relação aos últimos 10 anos

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Cultura das armas ganha força no Estado com venda de artigos relacionados a treinamentos - Crédito: Flickr/Manila Gelati
Cultura das armas ganha força no Estado com venda de artigos relacionados a treinamentos - Crédito: Flickr/Manila Gelati

De janeiro a setembro de 2021, a Polícia Federal do Brasil (PF) registrou, somente em Minas Gerais, 18.208 armas novas. Em relação ao ano anterior,o número de objetos registrados cresceu em 17,95%, já que o total registrado no mesmo período foi de 15.437 unidades. 

Na divisão por categoria de pessoas que solicitaram e tiveram o documento concedido, os dados da Polícia Federal revelam que, em 2021, 1.457 dos objetos foram solicitados por servidores públicos que têm prerrogativa de uso, enquanto 15.930 foram registrados na categoria cidadãos, que anteriormente era classificada como pessoa física.  As demais novas armas registradas no período tiveram a solicitação feita por empresas de segurança privada, órgão público, sendo uma registrada por caçador para subsistência. 

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No comparativo dos anos 2018 e 2017, em todos os 12 meses, por exemplo, os dados da PF apontam para o registro de 3.875 e 2742, respectivamente, no que tange às novas armas solicitadas por pessoas físicas. Em todas as categorias de solicitantes, os novos registros equivalem a 6292 (2018) e 5.345 (2017). 

Vale ressaltar que há 10 anos, em 2011, o número total de novos registros, de todas as categorias de solicitantes, era de 1.901, o que equivale a um aumento de 857,81% dos registros, observando a diferença entre 2011 e 2021, sendo que os registros de outubro a dezembro ainda devem entrar no balanço. 

Mercado de armas em Belo Horizonte

De acordo com o administrador da Casa Salles, Guilherme Salles, nos últimos anos no comércio de armas e artigos em geral, localizado no centro da capital mineira, a venda do objeto está aumentando de forma exponencial. “Está voltando toda a cultura também ligada ao treinamento, todo o negócio que envolve a venda de armas está sendo retomado”, aponta Salles. 

Entre os artigos mais vendidos e observados pelo administrador, estão a munição para treinamento, as pistolas e também coldres — acessórios esses que dão suporte para carregar armas e pistolas na cintura. Além disso, segundo Salles, artigos para manutenção dos objetos, como óleo e flanelas, também tiveram um aumento nas vendas neste ano. 

Na percepção de Salles, a politização que existe hoje no país contribui para que as pessoas com porte de arma se preocupem com a ocorrência de acidentes para evitar polêmicas. “O perfil anterior não tinha essa preocupação. Hoje, existe essa preocupação com a violência, e as pessoas também têm muitas informações”, acredita o administrador. 

Para se ter ideia dos valores das armas de fogo que existem atualmente no mercado, uma das versões mais simples da Taurus tem valor inicial de R$ 4.9 mil e pode custar mais de R$ 9 mil – números semelhantes aos aplicados com revólveres. 

Atlas da Violência 

De acordo com dados do Atlas da Violência de 2021, realizado pelo Instituto de Pesquisa de Econômica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente em 2019 foram registrados 1.878 homicídios por arma de fogo. Apesar da redução de 27,9% no número dos homicídios por arma entre 2009 (2.603 assassinatos pelo objeto) e 2019, o levantamento alerta para a relação entre o aumento da população armada e “os riscos de vitimização de familiares, vizinhos e da própria coletividade”

O documento avalia ainda que, “apesar da ausência de dados sobre as motivações dos homicídios, alguns estudos apontam que uma parcela considerável dessas mortes ocorre por motivação interpessoal e passional”, o que corrobora para o argumento de em situações de desequilíbrio, as pessoas que não são criminosas podem atirar nessa situação

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