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Saldo positivo da balança comercial de Minas Gerais dá um salto de 63%

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Os embarques de minério de ferro do Estado já passam de US$ 9 bilhões em 2021 | Crédito: Divulgação

O saldo da balança comercial de Minas Gerais continua sendo beneficiado pela combinação do aumento das exportações com a valorização do dólar frente ao real. No primeiro semestre de 2021 o saldo foi superavitário em US$ 12,6 bilhões contra um resultado também positivo de US$ 7,7 bilhões nos seis primeiros meses de 2020, representando um avanço de 63% entre os períodos.

Os dados são da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia, que, no início de abril, revisou a metodologia de análise das estatísticas, e que pode ter alguma influência sobre os resultados. No entanto, especialistas consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO afirmam que os números de Minas Gerais seguem dentro do esperado e que as maiores influências podem ocorrer nos valores agregados do País.

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Somente em junho, o comércio exterior do Estado registrou alta de 7,32% sobre igual mês do ano passado. O saldo entre exportações e importações no sexto mês deste exercício chegou a US$ 2,7 bilhões, contra US$ 1,07 bilhão no ano anterior.

No semestre, houve alta em função do aumento das exportações no período, que somaram US$ 18,4 bilhões e cresceram 57% quando comparadas às de igual período de 2020 (US$ 11,7 bilhões). Ao mesmo tempo e na mesma comparação, as importações neste ano chegaram a US$ 5,77 bilhões, ante US$ 4,05 bilhões nos seis primeiros meses do ano anterior, elevação de 42%.

Produtos

No caso das exportações, o aumento aconteceu principalmente em função das maiores remessas de minério de ferro e café ao exterior. Estes dois produtos são os mais importantes para os embarques estaduais.

Os embarques de minério de ferro entre janeiro e junho deste ano, por exemplo, somaram US$ 9,08 bilhões, contra US$ 3,69 bilhões no mesmo intervalo de 2020, aumento de 146%. Minas embarcou, ao todo, 69,2 milhões de toneladas nos seis primeiros meses deste exercício, 14,6 milhões a mais que em 2020, quando os embarques totalizaram 54,6 milhões de toneladas. Com isso, o minério continuou como principal produto da pauta de exportações, com participação de mais de 70%.

Já as remessas de café ao exterior também aumentaram em quantidade e rendimento. O Estado embarcou 146 mil toneladas ou 19% a mais em volume no acumulado até junho diante do mesmo período do ano passado. As remessas do grão ao mercado externo somaram 895 mil toneladas, contra 749 mil toneladas em 2020. 

Já em receita, a commodity rendeu US$ 2 bilhões neste ano sobre US$ 1,7 bilhão na mesma época do ano passado, alta de 17%, entre os períodos. O grão respondeu por cerca de 16% das exportações no semestre.

Exportações brasileiras têm tarifa média de 4,6%

Brasília – O estudo “Barreiras tarifárias enfrentadas pelas exportações brasileiras: Uma comparação internacional”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que as exportações brasileiras estão sujeitas a tarifas de importação que custam, em média, o dobro das aplicadas a países com características geográficas e econômicas semelhantes às do Brasil.

A tarifa média de importação aplicada aos produtos brasileiros no exterior é de 4,6%, enquanto na média dos demais países analisados pelo estudo ela é de 2,3%.

Entre os 18 países selecionados pelo estudo, o Brasil é aquele que está submetido à terceira maior tarifa de importação (4,6%) quando busca acessar mercados estrangeiros. O País está atrás apenas da Argentina (5,3%) e da Índia (4,8%).

Na América Latina, com exceção da Argentina e do Brasil, os demais países chamam a atenção pela baixa tarifa média a que estão sujeitos ao exportar seus produtos: Colômbia (1,2%), Chile (1,2%), Peru (1,1%) e México (0,4%).

No grupo dos Brics, a tarifa do Brasil é a segunda maior, atrás da Índia, mas é inferior à das demais economias: China (3,7%), África do Sul (2,4%) e Rússia (2,0%).

O estudo mostra que, considerando apenas os produtos industrializados, o Brasil possui a quarta maior tarifa entre os países selecionados. A tarifa é de 3,3%, atrás apenas das registradas pela Índia (4,4%), Indonésia (3,8%) e China (3,6%).

Acordos comerciais – O superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves, explica que o que contribui para o Brasil enfrentar uma das mais altas tarifas de importação entre os países selecionados é o fato de o Brasil ter poucos acordos preferenciais de comércio e também uma pauta de produtos de alimentos processados que possuem mais barreiras tarifárias. Atualmente, os países com que o Brasil tem acordo representam 7% do comércio mundial.

Na avaliação do superintendente, os dados sugerem que o Brasil precisa avançar na agenda de acordos comerciais, bilaterais ou multilaterais, de modo a reduzir as barreiras tarifárias atualmente enfrentadas por suas exportações.

Além da conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a CNI defende que o Brasil internalize o acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e avance nas negociações com o Canadá, países da América Central, México, Reino Unido e África do Sul. Além disso, defende uma agenda de diálogo com os Estados Unidos. Esses parceiros são os principais, pois representam mais oportunidades de comércio em bens de alto valor agregado, serviços e investimentos.

“Tratam-se de acordos que vão garantir a abertura comercial do Brasil com uma contrapartida dos outros países, como redução justamente das tarifas de importação e períodos de transição, que são essenciais para que as empresas façam os ajustes necessários para concorrer em um mercado mais competitivo”, afirma Gonçalves.

Ele ressalta que há ainda barreiras não tarifárias enfrentadas por produtos brasileiros no exterior e que não são contempladas neste estudo, como licenças de importação e barreiras sanitárias e fitossanitárias. “Em alguns casos, elas podem ser ainda mais determinantes do que as tarifárias para impedir o acesso de nossos produtos ao mercado externo”, diz o superintendente.

Mercado potencial – O estudo analisou também a tarifa média praticada no chamado mercado potencial, ou seja, aquele que leva em consideração o acesso das exportações a destinos ainda pouco explorados ou até mesmo não acessados atualmente.

Nesse recorte, a tarifa média de importação à qual as exportações brasileiras estariam sujeitas é de 6,1%. Na média dos outros países avaliados, essa tarifa é de 3,4%.

Essas estimativas não são calculadas com base no perfil atual dos países no que diz respeito à participação relativa dos mercados de destino das exportações, mas sim com base no perfil potencial, levando-se em consideração o possível acesso a mercados ainda pouco acessados ou até mesmo a mercados não acessados atualmente.

Na comparação entre os 18 países selecionados, o Brasil fica no segundo lugar com maior tarifa, atrás apenas da Argentina (9,6%). Já o Peru e a Coreia do Sul são os países que enfrentam a menor tarifa, de 1,7%. Isso ilustra a maior dificuldade do Brasil de conquistar novos mercados e corrobora a importância de se buscar celebrar mais acordos preferenciais de comércio. (Agência CNI)

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