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Serviços voltam a crescer em Minas em novembro

Com resultado de novembro, alta acumulada é de 14,3% em 11 meses

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Turismo é um dos setores que vem apresentando resultados positivos e cresceu 48,3% no Estado em novembro | Crédito: Divulgação - BH Airport
Turismo é um dos setores que vem apresentando resultados positivos e cresceu 48,3% no Estado em novembro | Crédito: Divulgação - BH Airport

O setor de serviços mineiro apresentou variação positiva de 0,2% em novembro de 2021 na comparação com o mês imediatamente anterior. Os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que o Estado acompanhou o avanço dos serviços em todo o País, que, após dois meses de queda (setembro e outubro), teve uma alta de 2,4%. 

Em Minas Gerais, essa evolução  ocorreu após três recuos consecutivos, sendo que, só em outubro, o setor havia caído 1% em relação ao mês de setembro. No entanto, vale ressaltar que os recuos mensais não refletem, necessariamente, uma baixa generalizada. 

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Pelo contrário, no comparativo com novembro de 2020, Minas Gerais avançou 7,7% No acumulado entre janeiro e novembro, o setor de serviços no Estado cresceu 14,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, conforme mostram os dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE

Segundo a coordenadora de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais, Cláudia Pinelli, o avanço observado no Estado – e no País – em novembro está relacionado com o momento da pandemia da Covid-19 naquele período e às movimentações típicas de final de ano

“As pessoas estavam saindo mais e não havia a variante Ômicron. Os dados refletem aquele momento de abertura maior, quando houve o retorno da utilização de serviços como restaurantes, viagens, academias, clubes, o lazer de forma geral e cinemas”, explica Pinelli. 

Para a economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Gabriela Martins, outro fator que pode ter impulsionado a alta foi a vacinação. “O exemplo disso é o turismo. As pessoas sentiram que podiam voltar a viajar e quem adiou a viagem, voltou a fazer após a vacinação”, analisa Martins. 




Especificamente sobre o turismo, faz-se necessário ressaltar que, a nível nacional, o setor ainda registra patamares abaixo dos registrados em fevereiro de 2020. A baixa é de 16,2% quando considerado o período pré-pandemia. Ainda assim, por sete meses consecutivos há alta nos índices de serviços relacionados ao turismo. Em Minas Gerais, a alta em novembro de 2021 foi de 2,3%. E, considerando novembro de 2020, a alta é de 48,3% de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços. 

Em todo o levantamento, de forma geral e em relação ao mesmo mês do ano anterior (2020), o setor de serviços prestados às famílias em 2021 foi o que mais contribuiu para a elevação do Estado, com 19,9% de alta. Em seguida, estão os serviços profissionais, administrativos e complementares (16,1%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (8,1%) e serviço de informação e comunicação (1,7%), conforme dados regionais. Das cinco categorias avaliadas na Pesquisa, apenas a atividade de outros serviços (-13,7%) apresentou resultado negativo quando comparada ao mesmo mês do ano anterior.

Expectativas 

A alta do mês de novembro deve ser sentida também nos dados que serão divulgados sobre dezembro de 2021. Essa expectativa positiva, segundo Gabriela Martins, da Fecomércio MG, é reflexo dos serviços de viagens e também aqueles relacionados às festividades do fim de ano, como festas, restaurantes e hotéis, mesmo em meio ao cenário de desemprego e inflação, conforme lembrou a economista. 

Resultado no País ficou acima do esperado

São Paulo – O volume de serviços prestados no Brasil cresceu em novembro muito mais do que o esperado, interrompendo dois meses seguidos de perdas, impulsionado sobretudo pelos serviços de informação e comunicação.

Mesmo com o salto da inflação no final de 2021, o setor de serviços apresentou em novembro avanço de 2,4% na comparação com outubro, maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2021 (4%), de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,2%, deixando o setor 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.




Na comparação com o mesmo mês de 2020, o volume de serviços disparou 10%, sendo que a expectativa era de alta de 6,5%.

“Essa recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

As medidas de contenção do coronavírus impuseram um forte baque ao setor de serviços, que tem peso importante sobre a atividade econômica.

Mas o avanço da vacinação permitiu a retomada do setor, que voltou a crescer em novembro depois de o aumento de preços em telecomunicações e passagens aéreas ter pesado sobre os resultados de setembro e outubro.

Em novembro, quatro das cinco atividades pesquisadas apontaram avanço no volume, sendo o destaque o ganho de 5,4% de serviços de informação e comunicação, que recuperaram a perda de 2,9% vista nos dois meses anteriores.

Com isso, a atividade fica em um patamar 13,7% acima de fevereiro de 2020, com destaque para o setor de tecnologia da informação, que cresceu 10,7% no mês, maior taxa desde janeiro de 2018 (11,8%).

“Depois do período mais agudo da pandemia, a partir de junho de 2020, o setor mostrou uma rápida recuperação, acelerando o ritmo de crescimento das receitas. Essas informações positivas são em boa parte explicadas pelo dinamismo das empresas do setor de TI, que fornecem serviços para outras empresas”, explicou Lobo.

A única queda em novembro foi registrada por serviços profissionais, administrativos e complementares, de 0,3% – quarta taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,7%.

O índice de atividades turísticas, por sua vez, teve alta de 4,2% frente a outubro, sétima taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 57,5%.

Porém o IBGE destaca que o segmento ainda está 16,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. (Reuters)

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