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Para este ano, Acomac-MG estima manutenção no nível de vendas de materiais de construção na Capital - Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC
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As vendas de material de construção e acabamento não animaram os lojistas de Belo Horizonte durante o primeiro semestre do ano. No entanto, há expectativa de uma melhora na demanda por produtos para os próximos meses de 2019, diretamente relacionada à aprovação das reformas da Previdência e tributária.

O presidente da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac–MG), Paulo Castro, destaca que as vendas começaram o ano de forma positiva na Capital. No entanto, segundo ele, após os dois primeiros meses de 2019, a desconfiança em relação ao mercado provocou queda nos resultados do setor. Para Castro, a perspectiva para este ano é de manutenção no nível de vendas sem crescimento, ao contrário de 2018, quando o setor avançou cerca de 4% em Minas Gerais.

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A aprovação das reformas da Previdência e tributária são apontadas pelo presidente da Acomac-MG como contribuição para alavancar as vendas neste ano, com reflexos nos resultados em 2020.

“É um olhar para o futuro com a perspectiva de investimentos que podem ser destravados por essas reformas. É preciso que o Estado tenha capital, além do investimento externo, para reativar a economia”, afirma.

Os desafios são ainda maiores em Minas Gerais na avaliação de Paulo Castro. Além do crescimento de cerca de apenas 1% sinalizado pela indústria mineira da construção para o ano e da desconfiança dos consumidores, o varejo tem como agravante a tragédia ocasionada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mina do Córrego do Feijão em Brumadinho.

“No caso das pequenas lojas, falta confiança do cidadão mineiro que não sabe como será a situação econômica e do emprego nos próximos meses e por isso está em compasso de espera. A situação da Vale também afetou os resultados do setor na Região Metropolitana de Belo Horizonte”, conclui Castro.

Com uma queda nas vendas de 2% durante o primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, o proprietário da loja da CNR localizada na avenida Dom Pedro II, Cristiano Lana Vasconcelos, ressalta que o fluxo de clientes está maior nas lojas, apesar do tíquete médio menor.

Para Vasconcelos, as reformas da Previdência e tributária também podem ajudar a alavancar as vendas e proporcionar resultados melhores no segundo semestre. Nesse contexto, a meta é reverter as perdas de 2% e fechar o ano com 2% a 3% de acréscimo nas vendas.

“É uma animação contida esperando que a tendência seja de melhora. A demanda está reprimida, mas acreditamos que a recuperação seja significativa. Nesse sentido estamos organizados e preparados para um segundo semestre melhor, o que é comum para o nosso setor”, explica.

Os principais desafios para alcançar esse objetivo, segundo Cristiano Lana Vasconcelos, são assertividade do estoque, percepção do preço pelo consumidor e logística de entrega.

“A demanda por material de construção diminui principalmente por não ser um item de primeira necessidade para os consumidores. Estamos trabalhando junto aos nossos fornecedores para conseguir apresentar preços mais competitivos e treinando nossa equipe para melhorar o atendimento e uma entrega com mais rapidez”, avalia.

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Perspectivas positivas – Apesar de enxergar uma instabilidade no mercado, a expectativa de aquecimento das vendas no primeiro semestre foi confirmada pelo gerente de vendas da Casa Falci, Henrique Rodrigues. Segundo ele, na comparação com o ano passado, houve um aumento de R$ 70 mil nas vendas durante o primeiro semestre de 2019. Esse acréscimo é associado às mudanças no cenário econômico relacionadas ao novo governo.

“O mercado está confuso, com altos e baixos. Embora existam as dúvidas dos consumidores em relação à economia do País, a mudança de governo ajudou a melhorar as nossas vendas em relação a 2018, quando o cenário estava pior”, pontuou Rodrigues, que ressaltou a expectativa da Casa Falci de dobrar o faturamento em 2019 na comparação com o ano anterior.

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