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Economia

Setor de serviços vive bom momento em Minas Gerais

Pesquisa divulgada ontem pelo IBGE aponta um crescimento de 6,4% em março, desempenho acima da média nacional

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Com retomada da demanda, Luisa Pires vai investir em uma nova unidade da Aufabeto | Crédito: Divulgação/Aufabeto

O setor de serviços em Minas Gerais cresceu 6,4% em março – é o segundo maior avanço no País, vindo atrás de São Paulo, onde os serviços avançaram 2,7%, mas têm um peso relativo maior na federação. No Brasil, o crescimento foi menor, de 1,7% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE.

São avanços expressivos do setor, que superaram os níveis pré-pandemia. “É um aumento bem grande em relação aos meses anteriores. Em janeiro, houve um recuo de 1,9% e, em fevereiro, um crescimento no setor de 3,2%. Ou seja, no bimestre fevereiro e março, o avanço foi de 9,6% em Minas Gerais. Destaque para o fato de que o setor de serviços ficou 21,3% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020”, informa o analista de Informações do IBGE, Daniel Dutra.

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Uma das atividades que novamente mais cresceram foram os serviços prestados às famílias que, na comparação com o mesmo mês de 2022, tiveram um incremento de 69,7%, em Minas Gerais. É um grupo de atividades que inclui hotéis, restaurantes, academias de ginástica e salões de beleza, entre outros, que, não por acaso, foram os que sofreram maior impacto nos momentos de maiores restrições da pandemia.

A pesquisa do IBGE não tem um recorte de atividades por estado mês a mês, só anualmente. No Brasil, as atividades que mais cresceram entre fevereiro e março foram as de serviços prestados às famílias (2,4%) e as de transportes (2,7%), em especial o rodoviário de cargas do comércio eletrônico e agronegócio e o transporte aéreo de passageiros, mostrando que as pessoas voltaram a viajar.

Em Minas, os serviços de transporte tiveram um avanço de 25,5% no último ano. É bom lembrar que a base de comparação se refere ao período mais crítico da pandemia. O mês de março de 2021 foi o mais letal da pandemia de Covid-19 Brasil, com 62.918 mortes pela doença. “Esses saltos vão ficar mais raros, à medida em que a pesquisa se referir aos meses em que, com o avanço da vacinação, houve maior controle da pandemia e menos medidas restritivas”, explica Dutra.

Serviços para as famílias

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking dos maiores mercados de pets no mundo. Com faturamento de R$ 40 bilhões em 2020, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), o País é um ambiente propício para negócios nas áreas de alimentos, produtos e serviços especializados para animais domésticos, em especial os cães. De acordo com pesquisa recente do IBGE, eles estão presentes em 33,8 milhões de domicílios no país.

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Com o olhar atento ao crescimento desse mercado e diante de dificuldades que enfrentou com os próprios cães, Luisa Pires começou, há 20 anos, a empreender no atendimento comportamental de cachorros e, há 10 anos, criou o Aufabeto, direcionado para a aplicação de técnicas comportamentais e atividades físicas, além de auxiliar tutores sobre como ter um cão equilibrado.

 “Enfrentei muitos desafios na criação dos meus cachorros. E fui atrás de orientação para entender o que era preciso fazer para que eles se sentissem mais confortáveis, sem perderem suas necessidades naturais”, diz.

Nos primeiros momentos da pandemia, o negócio de Luisa Pires teve um impacto muito forte, por um motivo inusitado. Ninguém sabia como se dava o contágio do vírus, inclusive se o cachorro transmitia e muitas assinaturas, planos de hospedagem e creche foram cancelados. Depois do choque inicial, com todo mundo trabalhando em casa e saindo bem menos, os tutores começaram a ter dificuldades com os cães que, sem passeio, começaram a ficar eufóricos dentro de casa. “Nosso serviço de diária de creche cresceu, uma vez que os donos não estavam dando conta da energia dos cães”, conta Luiza.

Contudo, grande parte do faturamento de quem está na área pet é com o hotel, que caiu drasticamente na pandemia, uma vez que ninguém viajava. “Em julho de 2020, tivemos dois hóspedes. Agora, com o retorno do trabalho presencial e com as pessoas mais confiantes para viajar, voltamos a ter uma alta demanda de hospedagem de cães, com o retorno do número anterior, 30 cães por final de semana, o que impactou positivamente em nosso negócio”, afirma a empresária. “Por conta da fila de espera, resolvemos abrir uma nova sede próxima ao Vila da Serra”, completa.

Fundado em agosto de 2016, o Centro de Treinamento Amigos do Esporte ficou seis meses fechado em 2020. Quando retornou às atividades, em setembro, a administradora da rede CT, Patrícia Lages, percebeu que os pais estavam receosos em levar seus filhos para as aulas de ginástica artística e judô.

Em fevereiro de 2021, esse cenário mudou e o negócio voltou a crescer. “Só para você ter uma ideia, em janeiro do ano passado estávamos com 232 alunos, divididos nas nossas duas unidades (Buritis e Padre Eustáquio). Fechamos 2021 com 832 alunos, um crescimento de 258%. Abrimos uma terceira unidade no bairro Santa Amélia, região da Pampulha e, em abril deste ano, chegamos a 1.062 alunos, com o lançamento da nossa quarta unidade, no bairro Castelo”, conta a empresária.

Com a perspectiva de, até o final do ano, abrir mais duas unidades, ela atribui o crescimento a vários fatores. “Os pais procuraram atividades ao ar livre para crianças que ficaram em casa naquele período e, ao mesmo tempo, recebemos um número muito alto de crianças obesas e com depressão, cujos pais recorreram ao esporte como forma de terapia e mudança de hábitos”, relata.

As Olimpíadas de Tóquio também contribuíram para encher os ginásios do CT, graças ao desempenho da ginasta Rebeca Andrade, que disseminou e estimulou a prática da ginástica artística. “Vale destacar, também, que tivemos uma procura muito grande de adultos: no ano passado tínhamos apenas duas turmas, hoje são sete”, finaliza Patricia Lages.

Serviços em trajetória ascendente

Nos últimos 12 meses, Minas Gerais teve sete 7 taxas positivas e 5 negativas na performance do setor de serviços, sendo que nos últimos 6 meses foram 2 taxas negativas (outubro e janeiro) e 4 positivas.  A magnitude das taxas positivas, porém, foi bem maior que a das taxas negativas. “Os 7 meses de taxas positivas acumularam uma alta de 24,4% enquanto as 5 taxas negativas somaram 8,8%. Portanto, no ano, o avanço no setor de serviços em Minas Gerais foi de 18,0%, segundo a série histórica”, informa Daniel Dutra, do IBGE.

Na variação acumulada no ano (janeiro de março), 26 das 27 unidades federativas apresentaram variações positivas, com destaque para São Paulo (11,2%), seguido por Minas Gerais (10,1%) e Rio Grande do Sul (16,1%). Em sentido oposto, Rondônia (-0,5%) apontou o único resultado negativo.

No processo de recuperação que o setor de serviços vem apresentando desde junho de 2020, foram 16 meses com taxas positivas e 10 com negativas. Na variação acumulada nos últimos 12 meses, ao passar de 14,5% em fevereiro para 15,1% em março de 2022, o setor de serviços mantém a trajetória ascendente histórica, iniciada em dezembro de 2012.

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