Economia

EXCLUSIVO: Supermercados BH negocia compra de 53 lojas do Epa

O interesse pode estar atrelado a uma aproximação societária e buscaria dar fôlego ao DMA diante de um cenário desafiador para o varejo
EXCLUSIVO: Supermercados BH negocia compra de 53 lojas do Epa
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O avanço do Supermercados BH sobre o mercado mineiro pode ganhar um novo capítulo. A rede negocia a compra de 53 lojas da bandeira Epa, em um movimento que reflete o processo de reorganização do setor e a busca por escala em um ambiente de juros elevados e margens pressionadas.

O movimento ocorre após o grupo, comandado por Pedro Lourenço, assumir operações do Epa e Mineirão Atacarejo no Espírito Santo. O interesse pode estar atrelado a uma aproximação societária e buscaria fortalecer a operação do DMA em um cenário desafiador para o varejo.

As informações foram reveladas com exclusividade ao Diário do Comércio por fontes ligadas ao mercado, que pediram para não serem identificadas. Até o momento, não haveria definição sobre manutenção ou troca de bandeira, que, se ocorrer, seria restrita a pontos estratégicos para evitar impedimentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo uma das fontes, ambos os grupos possuem um sócio em comum, o que viabilizaria com maior facilidade esse tipo de negociação. “O mercado sempre comenta essa possibilidade. O que a gente sabe é que a situação financeira do Epa não é boa, especialmente em um mercado com juros altos há dois anos”, argumenta.

A estratégia do grupo, de crescer alavancado, sustentando a abertura de novas unidades teria ficado pressionada pelo atual cenário econômico. “O varejo cresceu muito alavancado: abre-se uma loja, ela começa a faturar, gera resultado e sustenta a abertura de novas unidades. Em muitos casos, a operação passou a cobrir apenas as despesas do dia a dia, sem gerar caixa suficiente para honrar a alavancagem financeira”, acrescenta.

O grande entrave, no entanto, está na escolha de pontos estratégicos em uma eventual troca de bandeira. Algumas lojas poderiam avançar sem problemas no Cade, porém outras seriam mais difíceis, especialmente em praças e bairros com alta concentração de Supermercados BH.

O Diário do Comércio entrou em contato com o Grupo DMA, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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