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Economia

Supermercados mineiros apuram crescimento de 3% nas vendas

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Setor supermercadista em Minas Gerais estima crescimento de 4% neste ano e um faturamento de R$ 35,8 bilhões - Crédito: Filó Alves

Os supermercados de Minas Gerais repetiram o comportamento apurado ao longo do ano e registraram um crescimento de 3,09% nas vendas em julho em relação ao mesmo mês do ano passado e de 2,38% no acumulado do ano. Na comparação com junho, a alta foi de 0,78%. Os números, deflacionados pelo IPCA/IBGE, constam do Termômetro de Vendas, pesquisa mensal realizada pela Associação Mineira de Supermercados (Amis).

De acordo com o superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, com o resultado de julho, a entidade mantém a previsão de crescimento de 4% no faturamento deste ano sobre os R$ 35,8 bilhões apurados no ano passado. No entanto, já considera a possibilidade de revisão dessa taxa para 3,5%, caso as expectativas de melhora da economia não se concretizem ao longo do segundo semestre.

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A variação de 0,78% em julho em relação a junho é atribuída ao maior número de dias (31 contra 30). E também ao fato de não haver feriado em julho, como ocorre em junho (Corpus Christi, dia 20), quando parte das lojas tem o horário de funcionamento reduzido.

Já o crescimento de 3,09% sobre o mesmo mês do ano passado reflete a melhora, ainda que lenta, do ambiente econômico e dos índices de emprego, especialmente em Minas Gerais, que respondeu por 24% (10.609) dos 43,8 mil postos de trabalho gerados no País.

O crescimento observado em julho de 2019 frente ao mesmo mês de 2018 superou a taxa apurada no confronto entre julho de 2018 e igual intervalo de 2017, que foi de 2,68%.

Mas, no acumulado do ano, o crescimento de 2,38% ficou abaixo da taxa de 2,6% registrada em 2018 na comparação com o mesmo período de 2017.

“É crescimento sobre crescimento”, pontua Nametala, reconhecendo, no entanto, que o ritmo de alta está menor do que o percebido em 2018.

Segundo Nametala, como no primeiro semestre as expectativas com a aprovação de reformas como a previdenciária, e a geração de empregos não se concretizaram, “existe um sentimento de que o faturamento do setor não cresça 4% como o previsto anteriormente”, podendo ficar na casa de 3,5%. Segundo ele, ainda há expectativa de alguma recuperação da economia ainda no segundo semestre, em virtude de fatores como a redução do custo da cesta básica e também a injeção de recursos por meio da liberação do FGTS e PIS.

“Em julho, pelo segundo mês consecutivo, apuramos queda no custo da cesta básica em Minas Gerais, sendo de 1,52% em junho e de 0,83% em julho, o que aumenta o poder de compra”, observa o superintendente da Amis.

Segundo ele, com a melhora nos níveis de emprego percebida neste ano, o mercado supermercadista mineiro já observa o retorno do consumidor a alguns produtos, como, por exemplo, a manteiga de leite e de itens que são líderes de mercado, que têm valores mais altos.

Em todos os meses do ano foram observadas altas no faturamento do setor em Minas, na comparação com igual período de 2018. Em janeiro, cresceu 2,84%. Em fevereiro, 1,13%. Em março, 1,27%. Em abril, subiu para 3,21%; em maio, 1,01% e, em junho, avançou 4,17%, superando a taxa de 3,09% registrada em julho.

Regiões – Todas as sete regiões de Minas apresentaram variações positivas em julho, na comparação com junho. O maior crescimento ocorreu no Triângulo/Alto Paranaíba, com 1,93% e o menor foi verificado na região Central, com 0,23%.

“Geralmente essa região apresenta as maiores taxas, mas, em julho, em virtude das férias escolares, muita gente deixa a Capital e reduz o consumo”, observa Nametala.

A segunda região com maior crescimento foi a Zona da Mata (1,37%), seguida pela região Norte (1,17%); Sul (0,98%); Rio Doce/Mucuri/Jequitinhonha (0,8%); Centro-Oeste (0,7%) e a Central, com 0,23%.

Investimentos – Atualmente a Amis reúne 7.242 lojas e supermercados, responsáveis pela geração de 200 mil empregos diretos. Com as 70 unidades que estão sendo inauguradas neste ano em diversas regiões do Estado, com investimentos da ordem de R$ 520 milhões, a previsão é 7.300 novas vagas de emprego.

Aos empresários do setor, a recomendação de Nametala é de que trabalhem pela redução de custos, principalmente em momento de inflação mais baixa, quando é pequena a margem de reajuste de preços.

“E atenção também ao mix de produtos e aos segmentos, pois estamos observando um crescimento muito grande nas lojas de bairro e atacarejo, com aumento da concorrência”.

Semana do Brasil – A Amis está apoiando a iniciativa do governo federal de estimular a promoção de descontos em lojas físicas e virtuais de todo o País, na semana entre 6 e 15 de setembro. Na avaliação de Nametala, a Semana do Brasil pode contribuir para o consumo, assim como ocorreu com a Black Friday, que começou de forma tímida e hoje tem um efeito sazonal importante. De acordo com a entidade, várias redes de supermercados estão aderindo em Minas Gerais.

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