Estatal tem a concessão de água em 590 municípios e de esgoto em 253 cidades mineiras - Crédito: Alessandro Carvalho

As tarifas de água e esgoto da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) terão reajuste médio de 8,38% a partir de 1º de agosto, conforme divulgado ontem pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

Segundo a Copasa, o reajuste anual tem o objetivo de repor a inflação e proporcionar os investimentos para garantir eficiência dos serviços. Resolução com o percentual foi publicado em 29 de junho no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais.

Com a atualização dos valores, os usuários residenciais atendidos com água, coleta e tratamento de esgoto e que consomem 10 mil litros mensais, passarão a pagar contas de R$ 81,41, com aumento de R$ 8,48 no comparativo com os R$ 72,93 que vinham pagando. Já os moradores cadastrados na Tarifa Social, com esse perfil de consumo, pagavam R$ 34,95 e passarão a ter conta no valor de R$ 38,98, com alta de R$ 4,03.

De acordo com a Arsae-MG, para definição do reajuste é considerado o impacto da inflação nos componentes dos custos para prestação do serviço, como energia elétrica, combustíveis e gastos com pessoal, entre outros. Tal projeção é feita com base na inflação observada nos últimos 12 meses.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada em 12 meses, até maio, registrou alta de 4,82% na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Do índice de 8,38% praticado este ano para reajuste da Copasa, 4,09% são referentes ao Índice de Reajuste Tarifário, sendo 3,73% de correções inflacionárias e 0,36% de incentivos tarifários. Mas, conforme a Arsae-MG, o impacto sobe para 8,38% devido a fatores financeiros previstos nas regras definidas na revisão tarifária do ano passado.

Tais normas incluem a progressividade por faixa de consumo e categoria (residencial, comercial, industrial ou pública). A tarifa de esgoto coletado sem tratamento foi reduzida de 37,5% para 31,25% da tarifa da água. Já a tarifa de esgoto coletado e tratado subiu de 95% para 97,5% da tarifa da água.

A maior parte da tarifa da Copasa é composta por custos operacionais, que respondem por 47,30% do total. Entram nesse componente energia elétrica, pessoal, combustíveis, materiais, comunicação, entre outros. Em seguida, com 43,19%, estão os custos de capital, como depreciação/amortização e tributos sobre o lucro. Tributos e outras obrigações respondem por 7,56%. Já os custos irrecuperáveis, ou seja, inadimplência, respondem por 1,95%.

Entre os municípios de Minas, a Copasa possui concessão de água em 590, operando em 581. Desses, há concessão de esgoto em 253, com operação em 222.

Energia – Desde 28 de maio, os mineiros já estão convivendo com outro reajuste: o de energia elétrica. As tarifas cobradas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tiveram aumento médio de 8,73%. De acordo com a Aneel, o aumento da tarifa da Cemig Distribuição (Cemig-D) foi de 6,93% para o consumidor residencial. Já para a indústria, o reajuste foi de 10,71%. Para a baixa tensão, que inclui os consumidores residenciais e rurais, entre outros, a média foi de 7,89%.