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Terminais confirmam demanda apesar de recuo em decolagens

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Aeroporto Regional da Zona da Mata também tem voos diários para o estado de São Paulo - Crédito: Gil Leonardi - Secom MG

A interdição do Aeroporto Regional do Vale do Aço, o Aeroporto de Ipatinga, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no último dia 19 de fevereiro, chama a atenção para os aeródromos do interior de Minas. Gestores de algumas dessas estruturas em cidades-polo de Minas foram ouvidos pela reportagem e apontam que os aeródromos estão em bom estado. Eles afirmam ainda que há demanda por voos regionais e que, nem sempre, essa necessidade é atendida.

Dados disponíveis no site da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) mostram que o número médio mensal de decolagens em nove dos aeroportos do interior de Minas caiu cerca de 9% entre 2016 e 2018. Em 2016, foi registrado o total de 24.844 decolagens, média mensal de 2.070. Em 2017, foram 22.400, ou seja, média mensal de 1.867. Em 2018, até maio (levantamento disponível até este mês), foram 9.238 operações, média de 1.848 voos por mês.

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O levantamento é referente aos aeroportos de Araxá, Divinópolis, Goianá, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Uberaba, Uberlândia e Varginha.

No Sul de Minas, o Aeroporto de Varginha é uma das estruturas que mantém voos diários com destino a Belo Horizonte. E, segundo o secretário municipal de Turismo, Barry Charles, há espaço para ampliação das operações. Para tal, a prefeitura está em negociação com empresa privada para que sejam abertos voos diários para São Paulo.

Atualmente, a Azul Linhas Aéreas opera na cidade três vezes por semana (segunda, quarta e sexta). O programa Voe Minas, da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), opera na terça e quinta-feira.

O secretário informa que a manutenção da estrutura está em dia, havendo previsão de inauguração de uma estação meteorológica automática, com investimentos do governo federal, o que aumentará a segurança das operações. Além disso, nos próximos dias, passa a funcionar um raio-X para revista de bagagem. Atualmente, a revista é feita manualmente, de forma aleatória.

“Há uma grande demanda por parte dos passageiros e também para transporte de cargas”, disse. Segundo ele, o aeroporto não se paga, mas é de grande valor logístico para a região, para indústria e comércio. “Há grande demanda, tanto que a companhia aérea costuma colocar voos extras. Isso está acontecendo agora no Carnaval”, destacou.

Na mesma região, a cidade de Guaxupé, com intensa produção de café e sede da Cooperativa de Cafeicultores (Cooxupé), considerada uma das maiores do mundo, mantém o aeroporto municipal, mas na estrutura não há voos comerciais.

Segundo o Major Márcio Nunes Teófilo, secretário Municipal de Segurança e operador do aeródromo, o Voe Minas encerrou recentemente suas operações no aeroporto. Ainda assim, ele afirma que a demanda por voos regionais é grande. No caso do Voe Minas, ele acredita que o cancelamento ocorreu porque as rotas tinham como destino Belo Horizonte, mas na cidade a demanda maior é por operações para São Paulo.

Ele informou que a estrutura está de acordo com as exigências dos órgãos responsáveis e que, recentemente, a pintura foi refeita e houve revitalização da sala de embarque. Há limitações temporárias para voos noturnos.

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Setop garante segurança na Zona da Mata

Zona da Mata – Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o Aeroporto Francisco Álvares de Assis, conhecido como Aeroporto da Serrinha, também não conta com voos comerciais. Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Juiz de Fora, Marcos Henrique Miranda reforça que há demanda por voos regionais. Ele informa que a estrutura é muito movimentada, mas devido à atividade de escolas de aviação.

“Para irmos a Belo Horizonte, são pelo menos três horas e meia pela BR-040, se não houver intercorrência. Temos uma grande demanda de voos, tanto para negócios como para turismo”, afirmou.

O Aeroporto da Serrinha é administrado por uma empresa licitada pela prefeitura. Mensalmente, a administração repassa R$ 100 mil aos administradores, sendo R$ 14 mil para investimentos e R$ 86 mil para manutenção. O objetivo da prefeitura é entregar o aeroporto à iniciativa privada por meio de concessão.

Na região, há também o Aeroporto Presidente Itamar Franco, o Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre Goianá e Rio Novo, que é de responsabilidade da Setop. Em seu site, é informado que, no aeródromo, há voos diários para São Paulo (Campinas ou Congonhas).

Miranda acredita que, com a autorização para injeção de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras, haverá novo impulso na aviação regional. Tal medida foi tomada no final de 2018, pelo então presidente Michel Temer. “Podemos ter novidades, com a aviação regional sendo a porta de entrada para alguns grupos. Lembrando que o Estado tem o tamanho da França”, disse.

A Prefeitura de Araxá, no Alto Paranaíba, informou que o aeroporto da cidade está operando sem qualquer restrição, contando com um voo semana da Azul com destino a Belo Horizonte. O Voe Minas mantém operações de segunda a sexta.

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