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Terra Brasil fará aporte de R$ 2,4 bilhões no Alto Paranaíba

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Duarte explica que a empresa já concluiu diversas etapas estratégicas do projeto em Minas | Crédito: Divulgação

Daniel Vilela

A Terra Brasil Minerals assinou ontem um protocolo de intenções bilionário para extração de fosfato, potássio, titânio e terras raras nos municípios de Patos de Minas e Presidente Olegário, no Alto Paranaíba. O principal foco das operações será a produção de fósforo e potássio, utilizados na fabricação de fertilizantes agrícolas. Com a produção desses minerais, o Brasil diminuirá sua dependência por fertilizantes importados.

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Com um investimento de R$ 2,4 bilhões, o empreendimento deverá gerar 250 empregos diretos e 1,3 mil indiretos na região do Alto Paranaíba. “É importante acompanhar de perto cada investimento que chega a Minas Gerais. Essa diversificação da economia é fator importantíssimo para alavancar o desenvolvimento, fomentando, cada vez mais, a geração de emprego e renda”, pontua o governador Romeu Zema.

Apesar de o início das operações estar previsto para 2027, o CEO da Terra Brasil, Eduardo Duarte, afirma que, já em 2024, vagas de trabalho vão começar a ser abertas. “Estamos nos trabalhos finais, realizando testes metalúrgicos e físico-químicos. 2027 é um prazo conservador, mas a geração de empregos deve começar nos próximos três anos”, conta.

De acordo Eduardo Duarte, a companhia já concluiu diversas etapas estratégicas que já asseguram a certificação final da jazida, como a prospecção dos negócios e a avaliação geológica junto aos órgãos reguladores nacionais.

A jazida a ser explorada possui aproximadamente 1,6 mil hectares de área e é considerada a maior do Estado e uma das maiores do País, com volume estimado em 2 bilhões de toneladas de minerais. Atualmente, o Brasil importa 60% dos fertilizantes usados pelo agronegócio. Com a extração de fósforo e potássio na nova jazida, será possível aumentar a produção destes insumos agrícolas e ofertá-los a preços mais competitivos no mercado.

InovaçãoAlém da redução de custos, o projeto proposto pela Terra Brasil visa ainda a reduzir impactos ambientais, mitigar riscos e aumentar a qualidade dos produtos. O objetivo é estabelecer uma rota de processo de beneficiamento mineral para a produção de fertilizantes específicos para culturas brasileiras. “O foco da produção de fertilizantes é o mercado interno. O próprio Alto Paranaíba é um grande consumidor de insumos agrícolas”, complementa o CEO da Terra Brasil.

Eduardo Duarte salienta que grande parte dos avanços científicos e tecnológicos que possibilitarão as atividades de extração na jazida de Patos de Minas e Presidente Olegário são frutos de parcerias com instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), além do Observatório Nacional e do Senai. “Desenvolvemos um processo que separa os elementos. O titânio e as terras raras serão produtos dessa separação. Já geramos três patentes, e parte dos direitos intelectuais e comerciais será destinada a essas instituições”.

Governo estadual prepara plano para o setor

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou ontem em evento on-line com empresários da construção e de mineração que o Estado pretende estimular o desenvolvimento da mineração sustentável nos próximos anos e prepara um plano estadual de mineração, que visa tornar o setor “mais competitivo, produtivo e sustentável”. Ele disse ainda que é notório os efeitos positivos das ações do setor mineral para se tornar mais sustentável e seguro operacionalmente

O governador considera a indústria da mineração “preponderante” para a economia mineira e que Minas Gerais “ainda tem um futuro muito promissor em relação à mineração”. Ele fez estas afirmações ao comentar sobre novos projetos recentemente anunciados nos municípios de Patos de Minas e Presidente Olegário.

“Queremos que a mineração seja um setor o mais pujante possível”, afirmou Romeu Zema em sua participação no painel virtual “Retomada: Plano de Investimentos do setor da mineração” do 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC).

O governador disse ter recebido com satisfação a notícia de que o setor mineral projeta investir em Minas Gerais, até 2024, o maior volume entre os demais estados brasileiros. De um total de US$ 37,1 bilhões, Minas deverá receber US$ 12 bilhões, informou o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração – Mineração do Brasil (Ibram), Flávio Ottoni Penido, que abriu o painel.

Segundo Romeu Zema, o governo de Minas Gerais busca agilizar processos, “sem perda de qualidade da análise”, para que os projetos empresariais – e não apenas os de mineração – corram o risco de serem reféns da burocracia estatal.

Projeto – Segundo nota do Ibram, informações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico apontam que o Plano Estadual de Mineração (PEM) terá como objetivo orientar a gestão da política minerária em Minas Gerais, de forma a tornar o Estado mais competitivo e atrativo no ramo e, contribuindo para consolidar a posição de Minas Gerais como um importante player nacional e internacional do mercado de mineração.

O plano conterá perspectivas e diretrizes que apoiarão e orientarão a atividade minerária no Estado, mas de forma social e ambientalmente responsável, buscando estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas direta ou indiretamente à mineração.

Estarão presentes no plano dados relevantes ao setor, como aspectos geológicos, econômicos, regulatórios, tributários, ambientais e relativos a tecnologia e inovação. Com base nestes aspectos, o PEM analisará os desafios que a mineração enfrenta atualmente em Minas Gerais e construirá cenários futuros para cada um destes aspectos.

A análise dos desafios e dos cenários, e a forma como estes podem impactar o setor no Estado serão essenciais à proposição das ações e políticas públicas, para o planejamento e gestão da atividade minerária no médio e longo prazo.

Com relação à sua elaboração, o plano está com o conteúdo do primeiro capítulo todo concluído e revisado, além de contar com um resumo executivo que trata do conteúdo deste capítulo, um panorama geológico, com a localização das principais reservas e recursos, mercado de trabalho e empregos, tributos e compensações e comércio exterior de bens minerais de Minas Gerais.

Além disto, em paralelo estão sendo elaborados estudos sobre as cadeias produtivas minerais no Estado e, por também estar com um Termo de Referência pronto, estão sendo levantadas empresas que poderão colaborar com o desenvolvimento de outras partes do conteúdo do plano.

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