Tragédia não afeta a arrecadação de royalties no bimestre

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Tragédia não afeta a arrecadação de royalties no bimestre
Incremento da receita com os royalties da mineração no Estado é explicado pelos estoques - CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) no Estado chegou a R$ 267,1 milhões no primeiro bimestre deste ano, representando um salto de 47% em relação ao recolhimento dos royalties da mineração nos mesmos meses de 2018 (R$ 181,3 milhões). Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM).

O recolhimento da Cfem em Minas Gerais respondeu por 43,5% do montante arrecadado com a contribuição em todo o País nos dois primeiros meses de 2019, que chegou a totalizar R$ 613,6 milhões, de acordo com as informações da agência.

Já que 65% do valor recolhido com a Cfem é distribuído para os municípios mineradores, 23% para os estados e 12% para a União, apesar de Minas ter arrecadado R$ 267,1 milhões com os royalties da mineração no primeiro bimestre, o montante que ficou nos cofres estaduais foi de R$ 61,4 milhões.

O consultor de Relações Institucionais da Associação de Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig), Waldir Salvador, explicou que os números da compensação financeira de Minas ainda não levam em conta a suspensão das atividades da Vale, após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

“Ainda não é possível contabilizar o impacto da paralisação das operações, pois, além do rompimento ter ocorrido no fim de janeiro, o que poderia ter impactado em fevereiro provavelmente foi compensado pela companhia com os estoques reguladores”, explicou.

Município – O município mineiro que recebeu o maior valor após a distribuição dos royalties da mineração entre janeiro e fevereiro deste ano foi Congonhas (Campo das Vertentes). Os cofres da cidade receberam R$ 26,5 milhões, o que representa 43% do total que ficou em Minas.

Itabira, na região Central do Estado, apareceu logo em seguida com R$ 21,9 milhões recolhidos entre janeiro e fevereiro deste ano. O montante 71% superior aos R$ 12,8 milhões apurados na mesma época do exercício passado.

Já em Nova Lima, na RMBH, a arrecadação da Cfem chegou a R$ 21,8 milhões no primeiro bimestre de 2019. E igual intervalo de 2018 havia sido de R$ 11,5 milhões. O incremento foi de 89% entre os períodos.

Somente a Cfem recolhida com o minério de ferro respondeu por 88% do recolhimento da Cfem no primeiro bimestre. No período, a arrecadação da contribuição com o insumo siderúrgico totalizou R$ 235 milhões, 57% a mais que os R$ 148,8 milhões recolhidos em iguais meses de 2018.

O recolhimento da Cfem relativa ao ouro, outra importante commodity de exportação do Estado, durante os dois primeiros meses deste ano totalizou R$ 14,3 milhões, ficando praticamente estável em relação ao mesmo bimestre de 2018.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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