Triângulo Mineiro deve receber gasoduto para escoar biogás
O governo de Minas prevê investimento de R$ 350 milhões na construção de um gasoduto de biogás no Triângulo Mineiro. O anúncio foi feito na sexta-feira (24), em Uberaba.
O projeto prevê a implantação de um circuito fechado entre empresas produtoras de cana-de-açúcar para abastecer Uberaba e Uberlândia, por meio da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).
Também foi assinado projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a monetizar créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A proposta destina os recursos a investimentos em bioenergia e à melhoria da infraestrutura viária.
Segundo o governo, o texto foi elaborado em parceria com a Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig) e será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apreciação.
Minas Gerais é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do País e responde por mais de 11% da produção nacional. O Triângulo Mineiro concentra 68% da produção estadual.
Na safra 2025/26, a moagem de cana-de-açúcar no Estado alcançou 74 milhões de toneladas. A produção de açúcar somou 5,39 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de etanol atingiu 2,67 bilhões de litros.
Em 2026, até o momento, Minas Gerais registra US$ 240,1 milhões em exportações e volume de 650,6 mil toneladas, com participação de cerca de 10,3% no valor e 10,5% no volume nacional.
O setor sucroenergético é uma das principais cadeias do agronegócio mineiro, com destaque para a produção de etanol, açúcar e bioeletricidade, contribuindo para a matriz energética renovável do País.
“Pelas projeções, vamos bater um novo recorde este ano. No ano passado, foram 74 milhões de toneladas, e a possibilidade de chegar perto de 80 milhões mantém Minas como o segundo maior produtor de cana do Brasil”, afirmou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.
“Em dez anos, aumentamos 40% da área plantada e mais que dobramos a produção de etanol e açúcar. O avanço está ligado ao uso de tecnologia, melhor aproveitamento da água e da terra”, completou. Veja mais sobre safra na página 14. (Agência Minas e redação)
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