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Usiminas apura prejuízo líquido de R$ 139 milhões no 3º trimestre

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Produção de aço bruto em Ipatinga atingiu 834 mil toneladas no trimestre - Crédito: Alexandre Mota/Reuters

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) encerrou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 139 milhões, de acordo com o balanço financeiro divulgado na sexta-feira (25) pela companhia.

O resultado destoa dos números do mesmo período no ano passado, quando a companhia registrou lucro líquido de R$ 289 milhões. Por outro lado, o terceiro trimestre trouxe um número importante: um recorde no volume de vendas no setor de mineração, que foi de 2,5 milhões de toneladas e que significa um aumento de 38,4% em relação às vendas do trimestre anterior.

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O presidente da Usiminas, Sergio Leite, afirma que o lucro líquido foi afetado principalmente pela variação cambial no período. Segundo ele, a desvalorização do real frente ao dólar atingiu 8,7% entre julho e setembro deste ano, o que gerou perdas cambiais de R$ 286 milhões no intervalo. No trimestre anterior, o cenário foi mais positivo, com ganhos cambiais de R$ 17 milhões.

A companhia também registrou Ebitda Ajustado Consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 441 milhões no terceiro trimestre, o que significa uma redução de 23,4% em relação ao trimestre anterior. Segundo Leite, essa queda está ligada ao mercado internacional de aço e aos maiores custos de produtos vendidos em todas as unidades de negócio da Usiminas.

“O preço do minério subiu muito e o do aço caiu no mercado internacional, então as margens ficaram menores. Além disso, segundo o Instituto Aço Brasil, o consumo aparente de produtos siderúrgicos planos teve queda de 2,1% no período entre janeiro e agosto”, disse.

De acordo com o relatório, a produção de aço bruto na usina de Ipatinga atingiu 834 mil toneladas no trimestre, enquanto as vendas totais de laminados somaram 1 milhão de toneladas, ambas estáveis em relação ao trimestre anterior.

Para o presidente, o desempenho é positivo. “Estabilidade em um cenário adverso dentro e fora do País significa bom resultado. Mas, em 2020, esperamos melhora na economia nacional e crescimento”, avalia. Segundo ele, está mantida a previsão de investimentos da ordem de R$ 800 milhões na companhia em 2019.

Mineração – Apesar do prejuízo líquido, o balanço mostra um crescimento da receita líquida no terceiro trimestre, que foi de R$ 3,8 bilhões, o que representa um incremento de 4,2% sobre o registrado no trimestre anterior. O resultado é explicado principalmente pelos maiores volumes de venda na Unidade de Mineração, na Unidade de Transformação do Aço e na Unidade de Bens de Capital no período.

O aumento de vendas na Mineração Usiminas (Musa) é, inclusive, um dos destaques do balanço da companhia no terceiro trimestre deste ano. De acordo com o relatório, o volume de vendas desse setor foi de 2,5 milhões de toneladas no período, contra 1,8 milhão de toneladas no segundo trimestre, um aumento de 38,4%. O principal motivo para o bom desempenho é o crescimento na exportação e o aumento nas vendas no mercado doméstico para terceiros.

A produção de minério também foi maior e alcançou 2,3 milhões de toneladas, uma elevação de 29,3% em relação ao trimestre anterior, que foi de 1,7 milhão de toneladas. Entre os motivos apresentados pelo presidente está a retomada operacional da Planta Samambaia, localizada em Itatiaiuçu, na região Central do Estado. Ela foi paralisada no final de 2014 e voltou a funcionar em meados deste ano.

“Esse é um recorde trimestral. É o melhor número que já tivemos no trimestre em relação à venda de minério. Em um ano tão adverso para a mineração, por conta da tragédia em Brumadinho, nós ainda vendemos mais”, comemora o presidente. Segundo o balanço, a receita líquida da Musa totalizou R$ 555 milhões no terceiro trimestre, uma elevação de 25,8% em relação ao trimestre anterior, que foi de R$ 441 milhões.

Mas, mesmo com esse crescimento de produção, venda e receita do minério, o Ebitda Ajustado do período da Musa foi um pouco menor que o do trimestre anterior. Ele passou de R$ 190 milhões no segundo trimestre para R$ 188 milhões no terceiro.

Os principais motivos, segundo Leite, são o aumento nos preços dos fretes internacionais e os menores prêmios pagos pelo minério de ferro no período. “O preço do minério tem cotação em função de sua qualidade, e o grau de qualidade do minério nesse último trimestre foi inferior em relação ao segundo trimestre deste ano”, explica.

Empresa vê aço 5% mais caro até fim do ano

São Paulo – A Usiminas deve aumentar preços de aço no Brasil em 5% até o final do ano, afirmou o vice-presidente comercial da companhia, Miguel Camejo, na sexta-feira (25).

O executivo ressaltou, porém, durante teleconferência com analistas do setor, que o impacto do reajuste no preço médio dos produtos da companhia no quarto trimestre será pequeno.

O vice-presidente financeiro da companhia, Alberto Ono, comentou que deve demorar mais 12 meses para a empresa decidir se vai levar adiante ou não projeto de instalação de uma nova linha de galvanização em sua usina em Ipatinga. A previsão de prazo é a mesma informada em julho.

Questionado sobre se o mercado brasileiro comportaria uma nova linha de galvanização, Ono afirmou que o projeto está desenhado para atender outros mercados além do setor automotivo, incluindo construção civil, que “está expandindo o uso de galvanizados. Tem espaço para mais linhas, porque tem potencial para substituição de importações”, afirmou o executivo. (Reuters)

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