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Vacância de condomínios logísticos recua

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Os condomínios logísticos da RMBH têm o maior índice de vacância: de 22% | Crédito: Divulgação

O mercado de condomínios logísticos de Minas Gerais mostra-se bastante promissor para futuros investidores. A avaliação é de Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil, empresa norte-americana que há três anos oferece uma plataforma de inteligência do mercado comercial de imóveis na América Latina. Tem atuação no Brasil e México e deve chegar à Colômbia no ano que vem.

Segundo Nicastro, no Estado, o estoque total de condomínios logísticos é de cerca de 1 milhão de m2, com predominância de imóveis de classificação B, com padrões de edificação mais antigos. Os de classes A+ e A representam apenas 389,7 mil m2 do total.

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Mas a tendência é de crescimento de entrega de empreendimentos de imóveis de mais alto padrão, pois os novos condomínios já estão seguindo padrões construtivos trazidos, sobretudo, por investidores estrangeiros.

“Esse mercado é muito recente no Brasil. Começou a partir de 2010 e é natural que essa mudança de padrão aconteça com o tempo”, explicou. Nos imóveis classificados como A+, por exemplo, há certificação de sustentabilidade, pé-direito livre de 12 m, superando os da Classe A e B, com pé-direito livre de 10 m e 8 m, respectivamente, além de área de eficiência de 85% da área total locável, entre outras variações.

De acordo com a plataforma Sistema de Informação Imobiliária Latino Americano (SiiLA), a vacância geral do mercado de condomínios logísticos do Estado está caindo. Enquanto no fim do 4º trimestre de 2017 a taxa era de 22,04%, no segundo trimestre de 2019 o mercado tem apenas 13,4% de todas as áreas de condomínios logísticos vagos. A Região Metropolitana de Belo Horizonte é a que tem a maior taxa vacância, 22%.

Nicastro explica que a queda da vacância não reflete, necessariamente, um aumento expressivo da demanda ou da retomada da economia. Mas indica a redução na entrega dos empreendimentos. Em 2018, por exemplo, não houve entrega de nenhum condomínio logístico no segundo, terceiro e quarto trimestres. E em 2019, houve a entrega de apenas um empreendimento, com área de 9.173 m2, no primeiro trimestre.

Para este ano estão previstos outros empreendimentos no Estado, que somarão 113 mil m2, todos de alto padrão. Deste total, uma área de condomínio logístico de 87 mil m2 será entregue na região de Extrema, no Sul de Minas. “É uma área que tem se mostrado muito atrativa para as indústrias devido a incentivos fiscais e à localização estratégica, pois está a 100 km de São Paulo e próxima também do Rio de Janeiro e outras regiões do Estado”, explica.

Mercado – Na avaliação de Nicastro, Minas é um mercado promissor para investimentos nessa área de condomínios logísticos, considerando critérios determinantes para o setor como o acesso a rodovias para escoamento de carga, demanda local próxima e custos com pedágios.

“A segurança também é uma variável importante”, pontua, lembrando que a incidência de roubos de carga e custo dos fretes acaba fazendo de Minas uma opção estratégica. Além disso, argumenta, o custo de construção em Minas, da ordem de R$ 19,00 o metro quadrado, é compatível com o de outros estados, como São Paulo, da ordem de R$ 18,00 o metro quadrado.

Locação – Da área total locada atualmente no Estado, a maior parte é dedicada ao varejo (26%), seguida pelos segmentos de transporte e logística (24%); alimentos, bebidas e fumo (11,41%). Outros setores importantes são o farmacêutico e o de veículos e peças.
Neste ano, a transação da maior área locada no mercado de condomínios logísticos de Minas foi a absorção de 9.173m2 do GLP Confins – empreendimento entregue no primeiro trimestre, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) – pelo Grupo Três Corações.

Outros destaques foram as locações da empresa de logística Playvender, que locou 2.500 m2 no Condomínio Spasso, em Ribeirão das Neves, e a DHL Expresss, que contratou 3.565m2 no Log Contagem, ambos na RMBH.

Taxa de ocupação em escritórios atinge 71% em BH

Desde o segundo trimestre de 2019, a plataforma de pesquisa SiiLA Brasil também passou a trazer dados estatísticos consolidados do mercado de escritórios de Belo Horizonte.
A capital mineira soma 308.594 m² de escritórios das classes A+, A e B, distribuídos em oito regiões comerciais: Belvedere, Cachoeirinha, Centro, Cidade Jardim, Cruzeiro, Funcionários, Lourdes e Savassi.

Segundo os dados da plataforma, a taxa de ocupação dos escritórios da cidade está em 71,27%, sendo que as regiões Centro e Cachoeirinha apresentam 100% de ocupação da área existente. O preço médio pedido na Capital gira em torno de 72,03 o m².

Em uma análise dos principais ocupantes da cidade, o monitoramento da SiiLA Brasil indica empresas com atuação no setor de serviços são as que mais ocupam área de escritórios na cidade, correspondendo por 18,79% de toda a área ocupada. O segundo lugar ficou com empresas do setor de energia elétrica (16,57%) e o terceiro com empresas do setor financeiro (15,70%).

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