Crédito: Thiago Fernandes/Divulgação

A Vallourec tem dois bons motivos para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente: o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para produção de carvão vegetal de forma limpa e sustentável, com alta produtividade e baixos riscos, e a redução de 50% das emissões de CO2 na planta de Pelotização da Usina de Jeceaba.

As duas conquistas só foram possíveis por meio de ações inéditas por parte da empresa. O reaproveitamento e injeção de pó de carvão vegetal em substituição ao gás natural como fonte de energia é um projeto pioneiro no mundo.

“O processo de produção de pelotas de minério de ferro tem alto consumo energético, tanto de energia térmica como de energia elétrica. Encontrar combustíveis mais competitivos, bem como fontes de energia renováveis, é uma constante na Vallourec, pois beneficiam o meio ambiente de forma significativa, além de aumentar a competitividade dos nossos produtos”, afirma o superintendente de relações institucionais, comunicação externa e meio ambiente, Hildeu Dellaretti Junior.

Nesse sentido, em janeiro de 2017, a empresa iniciou em sua planta de Pelotização o reaproveitamento do pó de carvão vegetal, que era vendido como coproduto do Alto-Forno, em substituição ao gás natural. Para a implementação dessa iniciativa foram feitos investimentos em equipamentos específicos, os quais já estão em operação.

Com esse projeto foi possível alcançar, a substituição máxima de gás natural que o processo permite. Isso significa uma redução de 50% das emissões de CO2.

“A Vallourec reforça o seu compromisso com o meio ambiente na busca contínua por alternativas para a substituição de combustíveis fósseis pelos de origem renovável em toda a sua cadeia de produção”, afirma Dellaretti.

Carbonização contínua e eficiente – Projetada pela Vallourec, a carbonização contínua – Carboval – é um reator vertical que transforma madeira em carvão vegetal em apenas 16 horas, sem liberação de metano ou monóxido de carbono, e com aproveitamento de 95% da energia da matéria-prima.

A planta piloto foi desenvolvida ao longo de oito anos (2008 a 2015) e produziu 32 kt de carvão bruto testado nos Altos-Fornos da Vallourec e em minialtos- fornos de terceiros. Após o período de testes, a Carboval demonstrou-se viável e atualmente produz carvão de excelente qualidade com patentes já registradas no Brasil, Chile, Estados Unidos, Argentina e Canadá.

“Os fornos de alvenaria chegaram ao limite de sustentabilidade e também tecnológico. A Carboval permite aumento de produtividade e controle de qualidade, sendo totalmente amigável com o meio ambiente, com a legislação atual e de futuro próximo”, avalia o gerente de carbonização contínua da unidade Florestal, Fernando Latorre.

Um forno retangular convencional tem um ciclo de 16 dias entre carga e descarga do carvão vegetal produzindo por ciclo em média 50 toneladas, com aproveitamento energético de, no máximo, 55%.

O reator contínuo Carboval tem um ciclo de 16 horas, com produção diária de 22 toneladas de carvão vegetal. A alta produtividade da Carboval tem a ver com a tecnologia do reator contínuo. Além disso, permite utilizar todos os subprodutos da carbonização, seja em forma de gases para a produção de energia elétrica, seja como bio-óleo para a indústria carboquímica ou cogeração de energia elétrica.

Outra vantagem é que o processo é automatizado e simples de operar, demandando menos mão de obra, reduzindo custos operacionais e riscos de acidentes. “Esse nível de automatização também permite produzir um carvão customizado, que seja quimicamente adequado às especificações de quem vai consumir”, completa Latorre.

Se for acoplada a uma termoelétrica, dez reatores Carboval podem gerar energia elétrica capaz de abastecer cerca de duas mil residências, além de produzir um carvão com as especificações técnicas ideais para a siderurgia. “Essa tecnologia pode revolucionar o setor de produção de energia e de ferro primário, gerando emprego e fortalecendo a produção sustentável da indústria do aço e ligas do nosso país, contribuindo com o planeta”, finaliza.