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Economia

Venda de autopeças e acessórios cresce 10% no Estado

Estimativa do segmento para este ano é registrar um incremento de 5%

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Baixa oferta de veículos novos impulsionou as vendas de peças | Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC
Baixa oferta de veículos novos impulsionou as vendas de peças | Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

A baixa oferta de veículos novos no mercado estimulou as vendas do setor de autopeças e acessórios veiculares em Belo Horizonte. Com maior demanda para manutenção dos carros e caminhões, as vendas do setor avançaram 10%  em 2021 e a tendência para este ano é de mercado ainda aquecido e alta de, pelo menos, 5%. 

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios de Belo Horizonte (Sincopeças BH), Gustavo Pereira, a oferta menor de veículos novos e a demanda crescente pelos automóveis seminovos e usados foi importante para os resultados positivos alcançados pelo setor. 

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“Em 2021, o nosso setor foi beneficiado pela falta de carros e caminhões novos no mercado, já que os usados demandam mais manutenção, o que foi favorável para o setor. Além disso, somos serviço essencial e conseguimos manter as lojas abertas mesmo no período de restrições de funcionamento para o controle da pandemia de Covid-19. Com isso, conseguimos expandir as vendas em torno de 10%”.

Ainda segundo Pereira, 2021 também foi marcado pela oferta menor de  autopeças e acessórios, o que alavancou os preços. O maior impacto foi sentido nos produtos importados, que além da alta do dólar sofreram com o encarecimento do frete marítimo. A regularização da oferta é esperada ainda para este primeiro semestre.

Mesmo com as dificuldades, os resultados foram positivos. Pereira explica que parte da população, diante da pandemia, decidiu investir em um veículo próprio, o que garantiu maior segurança. Além disso, a escassez de carros de transporte por aplicativo, também estimulou a compra dos automóveis usados. 

Projeções positivas

Para 2022, as estimativas são positivas, mas a cautela será mantida pela instabilidade de mercado registrada em anos eleitorais. A tendência é que a oferta de carros novos permaneça apertada até meados do ano, o que junto com os preços mais elevados pode favorecer o mercado de usados, de peças e de acessórios. 

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“As pessoas estão ficando com os carros usados e seminovos pela oferta pequena de novos e dos preços altos. A demanda também vem sendo estimulada pela dificuldade e receio de usar os serviços de transporte por aplicativos e público”.

Para este ano, a retomada do turismo também pode ajudar o setor a crescer, já que os investimentos no transporte próprio, que trazem mais segurança, seguem aquecidos. 

“Durante a pandemia houve uma mudança no consumidor, muitos sonhavam e mudaram de carro porque a poupança caiu. O carro é uma alternativa segura para viajar”. 

Outro ponto positivo é a expectativa de regularização da oferta de autopeças e acessórios e a estabilização dos preços, que, segundo Pereira, subiram de forma significativa em 2021.

“Para este ano, as expectativas são boas e esperamos aumento nas vendas. Esperamos que os insumos tenham os preços estabilizados, assim como a nossa inflação. Com a vacina contra a Covid-19, esperamos que não ocorra uma nova onda, mas estamos cautelosos. As coisas precisam voltar ao normal, quanto mais atividades funcionado, mais carros teremos na ruas e, isso, beneficia o setor. Estimamos crescer um pouco menos em 2022, porque é um ano incerto, pelo cenário político e de eleições. Mas, estimamos uma alta de 5% pelo menos”.

Detran-MG anuncia novo sistema de registro

O Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) implementou, ontem, o Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave) 0km. A medida é uma determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Para operar o Renave, as concessionárias deverão realizar credenciamento pelo sistema da Senatran. Apenas veículos 0km devidamente registrados no Renave, cujo os dados do comprador foram registrados, poderão ser emplacados.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Luciano Guimarães do Nascimento, chefe do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) do Detran-MG, o objetivo do sistema é coibir as fraudes relativas ao primeiro emplacamento. “Não haverá adição de custos ao cidadão, já que o processo de emplacamento permanece o mesmo”, afirma.

O Renave tem por finalidade criar uma base nacional de veículos em estoque, que contemple uma sistemática para a comunicação, registro, controle e acompanhamento das transações comerciais, com a escrituração eletrônica dos livros de registro de movimento de entrada e saída de veículos, conforme o artigo 330 do CTB.

Como funciona – Após a adesão do Detran-MG ao Renave, o estabelecimento comercial deve fazer o cadastro no Sistema Credencia, que autoriza automaticamente as empresas para utilização dos serviços eletrônicos do Denatran. O acesso à plataforma exige certificado digital. Depois do cadastramento, a concessionária terá os sistemas integrados às bases do Detran e da Receita Federal do Brasil.

Quando for efetuada uma venda, por exemplo, basta fazer o registro on-line e os dados do comprador são comunicados aos órgãos competentes e a nota fiscal eletrônica (NF-e) é validada na base da Receita Federal.

Para emplacar o veículo, basta o comprador seguir o passo a passo disponível no site www.detran.mg.gov.br, clicando na “aba veículos” e, em seguida, em “primeiro emplacamento”. (Agência Minas)  

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