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Economia

Venda de imóvel novo despenca na Capital

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Juros altos e aumento dos custos da construção impactaram lançamentos na região, aponta levantamento do Sinduscon-MG | Crédito: Filó Alves

A alta dos juros e os aumentos expressivos dos custos da construção estão colocando freios nos lançamentos e na venda de imóveis em Belo Horizonte e Nova Lima. Ao longo do primeiro bimestre, foi registrada queda de 22,3% na comercialização frente ao mesmo período do ano anterior.

As vendas somaram 635 unidades residenciais novas. Os lançamentos, 630 unidades, ficaram 40,17% menores. Para o restante do ano, as estimativas são mais cautelosas devido ao cenário econômico e a tendência é de que o segmento fique estável em relação a 2021.

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Os dados são do Censo do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima, realizado pela Brain Consultoria, para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

De acordo com a economista e assessora econômica do Sinduscon, Ieda Vasconcelos, o resultado negativo do primeiro bimestre foi puxado pelo fraco desempenho de fevereiro. No segundo mês do ano, as vendas de unidades residenciais novas somaram 224, queda de 45,5% frente a janeiro. Já o volume de unidades lançadas, 306, ficou 5,56% menor que o registrado no mês anterior. Do total de unidades vendidas, 83,4% possuíam valores até R$ 500 mil.

Ieda explica que a queda expressiva de 45,5% em fevereiro frente a janeiro tem como um dos fatores o bom desempenho ao longo do primeiro mês do ano, que foi recorde para o período.

Porém, o patamar de recorde visto em janeiro não foi mantido, movimento resultante do forte aumento dos custos da construção, o que tem inibido o volume de lançamentos. O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²), nos últimos 12 meses, encerrados em março, acumula a alta de 15,17%. Somente no primeiro trimestre de 2022, a alta ficou em 5,69%.  

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“Além disso, fevereiro foi um mês menor e tivemos o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que causou tensão na economia brasileira e mundial”.  

Ainda segundo Ieda, em fevereiro, houve queda do volume de lançamentos, 5,56%. “Os lançamentos vêm apresentando tendência de queda, que começou a se aprofundar à medida em que as taxas de juros começaram a ficar mais intensas. Também inibem os lançamentos, os constantes aumentos no custo da construção. Com a queda dos lançamentos, naturalmente, temos reflexos nas vendas, que também ficam menores”.

Estoque e preços

As cidades de Belo Horizonte e Nova Lima possuíam, no final de fevereiro, 2.523 imóveis residenciais novos disponíveis para comercialização, uma queda de 23,43% em relação a igual mês do ano anterior. Segundo o Sinduscon, é o menor patamar do estoque, para um mês de fevereiro, na série histórica da pesquisa.

“Estamos com um dos menores patamares de estoque. Aumento forte de custo de insumos, redução dos lançamentos, baixo patamar de estoques significa que o momento é de aproveitar as oportunidades que o mercado está oferecendo, porque os próximos lançamentos terão aumento de preços”.

Considerando o período de janeiro de 2021 a fevereiro de 2022, já foi registrada alta de 17,24% no preço dos imóveis residenciais novos. Comparando fevereiro de 2022 com janeiro a alta foi de 0,5% e, em relação a fevereiro de 2021, o aumento nos preços foi de 13,41%.

Ao longo do primeiro bimestre, foi registrada queda de 22,3% na comercialização frente ao mesmo período do ano anterior, com a venda de 635 unidades residenciais novas. Os lançamentos, 630 unidades, ficaram 40,17% menores. O resultado é um estoque de 2.523 unidades, 23,43% inferior ao mesmo período do ano passado.

“É preciso considerar que o resultado registrado no acumulado dos meses de janeiro e fevereiro de 2021 foi recorde, para o período, desde o início da série histórica em 2016. Temos uma média bimestral dos últimos sete anos que corresponde a comercialização de 611 unidades. Portanto, o resultado de 2022 está quase 4% superior a média”.

Indicador de velocidade na comercialização fica estável

Ieda destaca que o dinamismo das vendas está sendo mantido e que a queda de lançamentos no período foi o principal fator que gerou retração nas vendas. 

“É importante considerar o indicador de velocidade de vendas(IVV), que mostra o dinamismo das vendas para o número de unidades ofertadas. Quando analisamos, a média do primeiro bimestre de 2022 (11,3%) é praticamente igual à do mesmo período do ano anterior (11,2%). Isso mostra que as vendas continuam dinâmicas e não foram maiores pela menor oferta”. 

Para o restante do ano, as estimativas são cautelosas. “O ano de 2022 é desafiador. Começamos com um expectativa de manter o padrão dos recordes do ano passado, mas, temos o patamar de juros se acentuado em função do crescimento mais forte da inflação, persiste ainda a incerteza pelo ano ser eleitoral, há o conflito entre Rússia e Ucrânia. Por isso, acreditamos que se mantivermos o mesmo patamar de vendas de 2021, será uma grande vitória em virtude dos sérios desafios”.

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