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Economia

Venda de materiais de construção cresce 12% na RMBH

Apesar da cautela com o cenário, o setor está otimista quanto aos resultados deste ano e estima incremento de 5%

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Demanda e os preços dos materiais de construção ficaram estáveis no final do ano passado | Crédito: Bel Lar Acabamentos / Divulgação

O comércio varejista de material de construção, em Belo Horizonte e região metropolitana, registrou crescimento real de 12% em 2021. Com a pandemia de Covid-19, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, o que estimulou diversas reformas e as vendas de materiais de construção. Para 2022, a tendência ainda é positiva e o setor deve crescer cerca de 5%.  

De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), Wagner Mattos, a pandemia e as medidas para evitar o avanço do vírus causaram mudanças no hábito das pessoas que passaram a valorizar mais os espaços de convivência, principalmente, dentro das casas. 

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“Desde 2020, com a mudança dos hábitos, as pessoas passaram a valorizar mais os espaços de convivência, investindo em melhorias e buscando mais conforto. Com isso, as reformas foram estimuladas. O resultado é que o setor de materiais de construção apresentou crescimento real de 12% em 2021”.

A tendência, mesmo com o avanço da vacina contra a Covid-19, o que permitiu a normalização do funcionamento das atividades econômicas e a volta, ainda que parcial, ao trabalho presencial, é que as reformas e a demanda pelos materiais de construção continuem em alta em 2022. 

“Para este ano, a expectativa com relação ao faturamento, a gente imagina que deve continuar com alta, mas não tão pujante como em 2021. Acreditamos em algo em torno de 5% de crescimento real”.

Mattos explica que a expectativa é de alta, mas também é preciso observar o mercado. O final do ano foi diferente para o setor. Enquanto em anos anteriores a demanda e os preços dos materiais apresentavam altas significativas, no final de 2021, a situação  ficou mais estável. 

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“Entramos o ano com muita chuva, muita ameaça da nova cepa da Covid-19, o que tem impactado na economia de forma representativa. Neste período, a demanda é menor, mas, após março, a tendência é que venha a demanda gerada com as chuvas. Pode ser que a gente tenha resultados diferentes, tendo em vista o desenrolar das consequências da chuva”. 

Em relação aos preços dos materiais de construção, que ficaram mais caros devido à demanda elevada, a situação ainda é incerta. Se por um lado o reajuste do salário mínimo, repondo parte das perdas com a inflação, pode elevar a demanda por materiais de construção, por outro, as incertezas de mercado, o desemprego ainda elevado e a queda do poder de compras podem frear os investimentos da população nos imóveis.   

“Acreditamos que os preços podem ceder, mas muito pouco, porque os custos estão elevados. O frete internacional ficou mais caro, o dólar segue pressionando os preços de diversos materiais para cima. Com o reajuste do salário mínimo, há um favorecimento da renda, podendo comprar mais e investir na construção. Ainda é incerto, por isso, precisamos observar para efetivamente saber o que vai acontecer”.

Taxa de juros preocupa

Entre os desafios a serem enfrentados ao longo de 2022, além da instabilidade do mercado devido às eleições, está o aumento das taxas de juros, o que pode impactar de forma negativa nos financiamentos.

Conforme Mattos, a construção civil depende de financiamentos, já que demanda investimentos elevados. Com os juros mais altos, pode haver um desestímulo. 

“Estamos em um período de retomada da taxa Selic, o que encarece o financiamento. A construção civil demanda financiamento por ser bem caro. Então, normalmente, os consumidores precisam de prazos maiores, de 12 vezes, 18 meses.  Neste aspecto o aumento dos juros prejudica”, explicou.

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