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Capital e Nova Lima registram alta de 12,8% nas vendas de apartamentos novos

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Crédito: Charles Silva Duarte

As vendas de apartamentos novos em Belo Horizonte e Nova Lima aumentaram 12,8% em março na comparação com fevereiro, indo de 243 unidades para 274. Os dados compõem o Censo do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima, feito pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

De acordo com o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, os dados são muito relevantes, principalmente quando se avalia o contexto que o Estado, o País e o mundo vivem atualmente: o da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

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Renato Michel chama a atenção para o fato de que mesmo as medidas de isolamento social não tendo atingido todo o mês de março, mas apenas praticamente metade dele, os números de comercializações de imóveis subiram. Isso, ao contrário do que ocorreu em outros setores da economia, destaca o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG.

Aliás, lembra ele, os resultados também são positivos quando se compara o primeiro trimestre deste ano com igual período de 2019 e mostram uma alta de 24,83%, passando de 710 unidades comercializadas para 887 unidades.

Renato Michel aponta os juros mais baixos praticados no Brasil como um dos fatores que explicam esse crescimento em meio à pandemia.

“Esse mercado é muito dependente do financiamento. Os juros mais baixos impactam diretamente no valor da prestação do adquirente, que só pode comprometer 30% da renda dele. Quando os juros caem, as parcelas também caem, o que torna os imóveis mais acessíveis”, salienta.

Além disso, os juros mais baixos também fazem com que os investidores voltem mais a atenção para a compra de imóveis, segundo Renato Michel. “Assim, eles têm um retorno do aluguel e ainda a valorização do imóvel. O consumidor também aprendeu, a duras penas, os riscos envolvidos em aplicações tipo a bolsa de valores. Os imóveis acabam sendo um investimento seguro, com uma rentabilidade um pouco maior do que a renda fixa neste momento”, destaca.

Para Renato Michel, o comportamento das pessoas deverá mudar, ainda, no sentido de valorizarem mais a importância de ter um lar. “A residência é um bem essencial para as famílias. Na pandemia, isso ficou mais nítido. As pessoas passaram a valorizar mais o ambiente residencial. Ficar em casa mostrou para as famílias como é importante ter um lar”, avalia.

Porém, apesar de todos esses fatores positivos verificados até o terceiro mês deste ano, isso não quer dizer que a pandemia do novo coronavírus não terá também seus efeitos não tão promissores.

“Em abril e maio, existe uma tendência de queda nas vendas. O mercado, contudo, está sabendo trabalhar bem neste momento, está conseguindo se reinventar, com abordagens e assinaturas de contratos online, por exemplo. Estamos aprendendo a conviver dentro dessa nova realidade”, afirma.

Recuo – Em comparação ao quarto trimestre de 2019, as vendas de apartamentos novos em Belo Horizonte e Nova Lima apresentaram uma queda de 11,74%, passando de 1.005 unidades de outubro a dezembro do ano passado para 887 de janeiro a março deste ano.

Para Renato Michel, embora seja difícil dizer porque houve esse recuo, tudo indica que tem a ver com fatores macroeconômicos do período, como o nível de confiança das pessoas. “Os imóveis são um investimento muito importante. Às vezes, as pessoas até têm recursos, mas ficam um pouco mais receosas”, salienta.

Lançamentos aumentaram 290% em março

Os números do Sinduscon-MG também mostram que no mês de março houve um aumento de 290% em relação ao volume de unidades residenciais lançadas em relação a fevereiro, passando de 120 unidades para 468.

Os lançamentos não eram maiores do que as vendas desde outubro do ano passado. Com isso, a oferta cresceu 5,9%, passando de 3.294 apartamentos em fevereiro para 3.488 em março.

No entanto, mesmo com esse incremento, destaca o Sinduscon-MG, o estoque de novas unidades para venda está em um dos menores patamares da série histórica, que teve início no ano de 2015.

“Isso reforça ainda mais o momento ideal para compra. Com estoques baixos e a demanda aquecida, a gente está vendo, inclusive, crescimento dos preços. No ano passado, tivemos um aumento real de 4%”, destaca o vice-presidente da área imobiliária da entidade, Renato Michel.

Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2019, também houve incremento nos lançamentos em Belo Horizonte e Nova Lima, que registraram alta de 99,13%, passando de 458 unidades para 912.

Valores – Em relação aos valores, os dados do Sinduscon-MG mostram que 31,8% dos apartamentos vendidos em março tinham preço até R$ 215 mil e 33,2% entre R$ 215 mil e R$ 400 mil.

Já quando se avalia todo o primeiro trimestre, 29,8% das vendas foram de imóveis de até R$ 215 mil e 26,4% corresponderam a imóveis de preços entre R$ 215 mil e R$ 400 mil. Por sua vez, 15,8% das comercializações foram de imóveis entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

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