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Vendas de imóveis caem 11,4% em BH e Nova Lima

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Crédito: Kelsen Fernandes

O número de imóveis vendidos em Belo Horizonte e Nova Lima diminuiu 11,4% no ano passado na comparação com 2018, caindo de 3.816 unidades para 3.381, de acordo com os dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Segundo a economista e assessora econômica da entidade, Ieda Vasconcelos, o recuo se justifica pela redução de unidades lançadas no período. Enquanto a capital mineira e Nova Lima contaram com 3.105 imóveis a mais em 2018, em 2019 foram registrados 2.703, uma diminuição de 12,95%. O número de empreendimentos lançados passou de 75 para 44 de 2018 para 2019, queda de 41,33%. As vendas foram 20% maiores do que os lançamentos.

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“A oferta de unidades novas disponíveis para comercialização em Belo Horizonte e Nova Lima em 2019 era de 3.463, uma queda de mais de 16% em relação a 2018. Em 2016, essa oferta era superior a 6.000 unidades. Nós estamos com um dos menores patamares do estoque de imóveis residenciais para venda”, diz ela.

Caso a situação não mude, frisa Ieda Vasconcelos, o estoque pode zerar rapidamente. “Se nós observamos que nós vendemos 3.381 unidades e o nosso estoque é 3.463 unidades, nós podemos falar que o nosso estoque se esgota em um ano praticamente se não ocorrer uma forte recuperação dos lançamentos”, diz ela.

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, afirma que esse número menor de lançamentos se deve a um conjunto de fatores. Ele cita, por exemplo, a dificuldade de aprovação de projetos e de conseguir terrenos.

“Belo Horizonte é uma cidade que tem uma extensão territorial muito pequena. São só 330 km². Se comparar com outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, isso é pouco. Percebe-se que a cidade está se espraiando para os municípios vizinhos”, destaca.

Preços – Diante desse cenário, o que tem se observado é o aumento dos preços dos imóveis em Belo Horizonte e em Nova Lima. Ainda de acordo com os dados do Sinduscon-MG, o crescimento foi de 8,59% em 2019 na comparação com 2018. O número representa num aumento real de 4,10%, já que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,31% no ano passado.

Esse quadro, de acordo com Renato Michel, tende a se intensificar. “Os estoques estão muito baixos. O Plano Diretor vem com restrições graves em relação ao mercado. Provavelmente, a gente vai ter uma dificuldade muito maior em produzir no futuro do que a gente já tem hoje”, afirma.

Para ele, Belo Horizonte está na contramão do mercado brasileiro. “Nós estamos vivendo um momento de taxa de juros que a gente nunca viveu. É um momento excepcional para o adquirente encontrar o financiamento do seu imóvel. Infelizmente, a gente não tem segurança de afirmar que vai conseguir produzir todos os imóveis necessários”, analisa.
Assim, o que tem ocorrido, diz Renato Michel, é a procura das pessoas por imóveis das cidades que compõem a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Lançamentos, inclusive, devem ser realizados mais nesses municípios em médio prazo.

A economista da entidade, Ieda Vasconcelos, reforça que numa comparação com outros municípios (Nova Lima, Contagem, Betim, Santa Luzia, Ibirité, Lagoa Santa, Raposos, São José da Lapa, Sarzedo, Vespasiano e Ribeirão das Neves), a capital mineira agrupou 49,2% das comercializações de imóveis no ano passado e apenas 32,7% dos lançamentos.
Contagem, por sua vez, ficou com 19,3% dos lançamentos em 2019. Vespasiano e Ribeirão das Neves, juntas, somaram 30%, lembra a economista.

Emprego – Já quando se trata de vagas de trabalho, Belo Horizonte foi destaque no Brasil em relação ao número de vagas geradas na construção civil em 2019. A capital mineira ficou em primeiro lugar, com 10.481.

“Ficamos muito felizes com esse dado. O único setor da construção civil em que houve uma redução no número de vagas foi o de edificações (-2;065)”, diz Renato Michel. “É importante ressaltar que o setor da construção é grande gerador de empregos. Tem condição de ajudar muito o País a retomar o emprego, então, precisa ser incentivado”, avalia.

Perspectivas – Apesar dos desafios presentes no segmento, as perspectivas são mais otimistas para 2020. As estimativas, frisa o Sinduscon-MG, são de que a construção civil tenha voltado em 2019 a ter uma taxa de crescimento maior do que a do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que foi de 1,2%, enquanto o aumento do setor deverá ser de 2%. Esse cenário não acontecia desde o ano de 2013.

Resultado foi positivo no Brasil em 2019

Brasília – Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), divulgado ontem, mostra que as vendas de imóveis residenciais cresceram 9,7% no País, em 2019, na comparação com o ano anterior. No total foram vendidas 130.434 unidades, contra 118.893 em 2018. Para a CBIC, o ano de 2020 projeta um crescimento parecido com o observado em 2019, em torno de 10%, melhor resultado anual dos últimos quatro anos.

A pesquisa, realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), analisou os dados de 90 municípios brasileiros. Os números mostram ainda que os lançamentos apresentaram uma alta de 15,4%, em 2019, somando 130.137 unidades. Em 2018, haviam sido lançadas 112.750 unidades.

Os dados do 4º trimestre de 2019 reforçam a tendência de aumento. No período, os lançamentos de imóveis cresceram 28,3% em relação ao 3º trimestre e 8,4% frente ao 4º trimestre de 2018.

As vendas de outubro, novembro e dezembro de 2019 também cresceram 13,9% quando comparadas à de julho, agosto e setembro do mesmo ano, e 9,7% frente ao mesmo período de 2018.

A região Sudeste foi a que mais se destacou puxando a alta nas vendas e nos lançamentos no último trimestre de 2019, tanto em números absolutos, quanto relativos. No total, foram lançados 31.965 imóveis no período, contra 21.036 no trimestre anterior, uma alta de 52%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado (30.093), a variação chegou a 6,2%. Houve também alta de 19,18% entre todos os lançamentos dos municípios pesquisados na região no resultado anual, entre 2018 (68.804) e 2019 (82.003).

A região Sul registrou 9,15% mais lançamentos anuais, na comparação de 2018 (12.566) com 2019 (13.716) e também uma alta de 15,1% no 4º trimestre de 2019 em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, e de 37,3% em comparação ao quarto trimestre de 2018.

“O Centro-Oeste lançou 42,18% mais imóveis em 2019 (10.671) que em 2018 (7.505), nos municípios analisados. A região também registrou variação positiva de 23,9% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2019 e de 0,5% entre os últimos trimestres de 2018 e 2019 (outubro, novembro e dezembro)”, informou a CBIC.

O Sudeste também se destacou nas vendas de imóveis. No quarto trimestre de 2019, foram 23.001 unidades habitacionais adquiridas, alta de 20,2% em relação ao terceiro trimestre (19.978 vendas) e de 8,6% na comparação com o quarto trimestre de 2018 (21.184).

O levantamento registrou também uma elevação de 19,33% entre todas as vendas dos municípios pesquisados na região, na comparação entre 2018 (62.375) e 2019 (74.435).
A região Centro-Oeste também merece destaque. No quarto trimestre de 2019, as vendas cresceram 25,7% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano e aumentaram 25,9% em relação ao quarto trimestre de 2018. Ao todo, a região vendeu 11,61 mais entre 2018 (9.925) e 2019 (11.078).

Na região Sul, o comparativo de vendas entre 2018 (14.056) e 2019 (16.360) aponta alta de 16,39%, sendo que o quarto trimestre de 2019 somou 7,4% mais contratos que o terceiro trimestre do mesmo ano e 48,8% a mais que o quarto trimestre de 2018. (ABr)

Empresas terão que seguir BIM em obras públicas

A partir de 2021, empresas que desejam participar de licitações de obras públicas terão que seguir a metodologia de Modelagem de Informações da Construção ou Building Information Modeling (BIM) na elaboração de seus projetos.

O BIM simula virtualmente uma obra, ao descrever em detalhes os materiais que serão utilizados e os processos que o construtor irá adotar. Com isso, é possível ter um orçamento mais aproximado da realidade, eliminar desperdícios e reduzir as chances de atraso na entrega. A estimativa é de que 50% das alterações durante a execução das obras podem ser evitadas quando os projetos são concebidos por meio da metodologia. A consequência é uma redução no tempo de construção, que em algumas empresas pode chegar a 30%.

“O BIM é uma metodologia indispensável ao planejamento estratégico da empresa a partir de agora, porque muda os processos e a maneira como as pessoas se relacionam e trabalham. Isso impacta diretamente o mercado”, afirma o analista do Sebrae Minas Jonas Bovolenta.

O Decreto Federal 9.377, de 17 de maio de 2018, determinou que, a partir do próximo ano, as licitações de obras públicas exigirão das empresas o BIM. Não consistirá propriamente numa obrigatoriedade. Contudo, as empresas que não o adotarem perecerão, pelo simples fato de não estarem habilitadas a participar de licitações de obras públicas ou atuar como fornecedoras de construtoras e consórcios vencedores de processos licitatórios. Ou seja, quem não tiver, estará automaticamente excluído desse mercado.

Para orientar as empresas do setor da construção civil a se adequarem a essas novas exigências, será promovido o 3º Seminário BIM de Minas Gerais. O evento será realizado no dia 24 de junho, em Belo Horizonte. Os ingressos do segundo lote do seminário já estão disponíveis no site.

Para facilitar o entendimento sobre a metodologia os participantes do seminário irão conhecer histórias de projetos bem-sucedidos que adotaram o BIM e tiveram benefícios como: redução de custo a médio prazo e ganho de produtividade.

“O quanto antes as empresas se se adaptarem mais tranquila será essa transição, há que a metodologia requer várias etapas e um investimento inicial, mas com retorno certo”, explica Bovolenta.

Além de empresários, o evento também é direcionado para o público-alvo a acadêmico, coordenadores de cursos de Engenharia Civil e Arquitetura, para que possam levar conhecimento aos futuros profissionais se familiarizem com a metodologia para que saibam empregá-la.

O Seminário BIM é uma realização do Sebrae Minas em parceria com a Câmara Brasileira de BIM (Cbim-MG), Sinduscon-MG, Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip-MG) e Senai/Fiemg. (ASN)

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