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Vendas e lançamentos de imóveis crescem na Capital e Nova Lima

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Crédito: Divulgação

Enquanto as incertezas quanto ao Covid-19 ainda rondam não apenas a ciência, mas a maioria dos setores econômicos, em virtude da crise financeira imposta pela pandemia, a construção civil comemora indicadores e aposta em um segundo semestre promissor.

Nos primeiros cinco meses de 2020, tanto as vendas quanto o lançamento de imóveis novos na Capital e Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), cresceram em relação aos mesmos meses do ano passado.

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Os dados são do Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e, conforme o vice-presidente da Área Imobiliária da entidade, Renato Michel, indicam que a atividade sofreu menos do que os outros setores até aqui.

Para se ter uma ideia, as vendas passaram de 1.234 unidades, de janeiro a maio de 2019, para 1.371 no mesmo período de 2020, o que correspondeu a uma elevação de 11,10%. Já os lançamentos registraram incremento de 32,51%, ao passarem de 889 unidades, nos cinco primeiros meses de 2019, para 1.178 unidades em igual período de 2020.

Para o dirigente, o melhor desempenho e as boas perspectivas para os próximos meses advêm de uma combinação de fatores como valorização da casa própria, taxa básica de juros (Selic) e manutenção das atividades do setor.

“Ainda não podemos falar em números, pois não temos projeções. Mas já vínhamos em uma recuperação e estávamos apostando muito em 2020. O Covid-19 trouxe insegurança para todos, mas depois a gente renovou as expectativas, que agora estão muito parecidas com o esperado no início do ano, porque percebemos que a pandemia atrapalhou menos do que esperávamos”, justificou.

Michel lembrou que o setor vem de um acumulado de cinco anos de resultado negativo. No ano passado, conforme ele, os números já superaram a média da economia nacional em meio ponto percentual. Para este exercício, a perspectiva é de que o desempenho do setor seja mais uma vez superior.

“Talvez tenhamos até crescimento. Fato é que a construção vai continuar sendo o grande setor gerador de empregos e vai ajudar o País a se recuperar mais uma vez”, apostou.

Em relação aos dados do acumulado de janeiro a maio, o Censo Imobiliário também revelou que as vendas foram superiores aos lançamentos, o que fez a oferta disponível para comercialização sofrer redução de 11,7%.

Assim, a baixa disponibilidade da oferta (19,1%) tem proporcionado aumento nos preços dos imóveis residenciais.  Em maio, a alta foi de 5,44% em relação ao mesmo mês de 2019; no mesmo período, o índice inflacionário do Brasil foi de 1,88%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Perfil de vendas – Ainda conforme o levantamento, desagregando por faixa de valores, o maior volume de vendas, nos primeiros cinco meses do ano, foi observado nos padrões econômicos (até R$ 215 mil) e no padrão standard (de R$ 215 mil até R$ 400 mil). Esses dois padrões foram responsáveis por 58,72% da comercialização de apartamentos no período.

Isso significa que, do total de 1.371 unidades vendidas de janeiro a maio de 2020, 403 foram no padrão econômico e 402, no padrão standard. Importante destacar as vendas de padrão luxo (182 unidades), que atingiram praticamente o mesmo patamar da comercialização das unidades de padrão médio (183 unidades).

Apenas em maio, o mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima registrou incremento de 5,8% nas vendas em relação ao mês anterior. Enquanto em abril foram comercializados 207 apartamentos novos, no mês seguinte, o número chegou a 219 unidades.

Com isso, as vendas voltaram a superar os lançamentos, o que levou o estoque disponível para comercialização a um dos patamares mais baixos da série histórica da pesquisa iniciada em 2015.

Em maio, foram lançadas somente dez unidades, correspondentes a um empreendimento. Como as vendas totalizaram 219 unidades, o estoque caiu 5,9% e passou de 3.561 unidades, no mês de abril, para 3.352 unidades em maio.

Para o vice-presidente do Sinduscon-MG, a queda do número de lançamentos certamente se refere a uma pausa temporária dada pelos empresários em função do momento de incertezas da economia. “Nesse mês, os construtores preferiram trabalhar mais com o estoque e obtiveram sucesso. Os lançamentos ficaram represados e deverão aumentar no segundo semestre”, apostou.

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