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Minas Gerais segue atraindo a atenção e o interesse dos chineses. Dentro do projeto de expansão e interiorização do Instituto Sociocultural Brasil/China (Ibrachina), diversas regiões e instituições do Estado estão firmando parceria e convênios com a entidade, como forma de ampliar os negócios realizados entre o gigante asiático e os empresários mineiros.

Recentemente, o presidente do Ibrachina, Thomas Law, assinou convênio com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), unidade de Rio Paranaíba, com o objetivo de patrocinar um estudo no Alto Paranaíba sobre as potencialidades de negócios entre os estados e também com outros países. O mesmo convênio deverá ser assinado com a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), unidade de Passos.

De acordo com Law, as iniciativas permeiam o agronegócio mineiro. A ideia é realizar um seminário internacional, a partir dos resultados obtidos pelos estudos, e lançar um livro com indicadores de potencialidades de cada região pesquisada.

“Sabemos que as universidades daqui possuem corpos jurídico e docente capacitados e pretendemos fazer essa interface com as empresas chinesas, que possuem muito interesse em investir no Estado”, explicou.

O convênio com a UFV é uma espécie de “think tank”, ou seja, parceria entre instituições que se dedicam a produzir e difundir informações sobre temas específicos. No caso do Ibrachina, o interesse é o levantamento de regiões potenciais para investimentos.

A intenção, conforme o presidente do Instituto, era fazer algumas missões empresariais entre os países ainda neste exercício, no entanto, com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os planos foram adiados. “Vamos retomar no ano que vem, porque vamos poder levar os mineiros para conhecerem os projetos de lá e mostrar aqui os potenciais mineiros”, disse.

Ainda em relação ao coronavírus, ele disse que o Ibrachina criou o “Observatório do Coronavírus”, espécie de boletim diário que reúne notícias para compartilhar informação qualificada sobre o tema – nacionais e internacionais.

Vale lembrar que a China é o principal destino das exportações brasileiras (27,8%), com uma fatia mais de duas vezes maior que a do segundo colocado, os Estados Unidos. E Minas Gerais, desde 2009, é o maior parceiro comercial dos chineses.

Tamanha a aposta da China no crescimento brasileiro dos próximos anos e a consequente demanda por investimentos em infraestrutura, que o grupo asiático Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), com fábrica em Pouso Alegre, no Sul do Estado, abriu, em janeiro, seu primeiro banco também na cidade mineira. Com um capital inicial de R$ 100 milhões, este foi o primeiro banco, com capital 100% estrangeiro, a obter autorização de funcionamento junto ao Banco Central (BC).

A expectativa é de que a instituição financeira funcione em complementaridade aos bancos locais. Os planos são de apoiar os negócios do próprio grupo no Brasil, e também de ampliar o leque de serviços para empresas chineses, do ramo industrial em operação na América Latina. Depois, a ideia é oferecer outros serviços, como modalidades de crédito e de capital de giro, incluindo linhas de crédito do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).