Crédito: Adriano Machado/Reuters

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou em apresentação ontem que as primeiras divulgações de dados econômicos em meio à pandemia do coronavírus apontam recessões severas em economias emergentes e, no Brasil, dados preliminares de varejo e do relatório Focus indicam forte queda da atividade.

Campos Neto chamou atenção para o fato de que, diante dos problemas externos e da situação doméstica, o fluxo de capital e moeda para o Brasil foram fortemente afetados.
O diagnóstico foi feito por Campos Neto em reunião com representantes das instituições dos Comitês de Indústria.

Na apresentação, o presidente do BC reafirmou, ainda, as colocações da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária de que a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional.

Também reforçou que, para a próxima reunião, “condicional ao cenário fiscal e à conjuntura econômica, o Comitê considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia de Covid-19”.

No início deste mês, o BC reduziu a taxa básica de juros em 0,75 ponto, à nova mínima histórica de 3% ao ano. O Copom volta a se reunir em 16 e 17 de junho. (Reuters)