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Finanças

BCs e fundos soberanos adotam estratégias mais verdes e ativistas

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Títulos verdes continuam sendo a opção ESG mais popular | CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

Londres – A pandemia de Covid-19 está acelerando uma mudança de bancos centrais, fundos soberanos e fundos de pensão públicos para estratégias de investimento mais verdes e ativistas, mostrou uma das maiores sondagens anuais sobre o comportamento dessas instituições.

A pesquisa Investidores Públicos Globais do think-tank OMFIF reuniu 102 instituições que supervisionam um total de US$ 7 trilhões neste ano para monitorar como a pandemia e outras tendências de longo prazo as estão afetando.

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“Definitivamente, houve uma aceleração (de fatores de ESG) devido à Covid”, disse a economista-chefe do OMFIF, Danae Kyriakopoulou.

Pela primeira vez desde que o OMFIF começou a perguntar sobre ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança), a maioria em todas as três categorias de investidores públicos globais (GPIs) disse que agora implementa esses pilares de alguma forma.

Os bancos centrais representaram cerca de 60% da amostra da pesquisa deste ano e, embora muitos não invistam em ações ou projetos de infraestrutura, os títulos verdes continuam sendo a opção ESG mais popular.

Mais de um terço dos bancos consultados na pesquisa agora os detêm, embora alguns também afirmem que a liquidez e a falta de oferta de títulos verdes, especialmente em dólares, podem ser uma dificuldade.

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Ponto de inflexão – A pesquisa também mostrou uma tendência mais ativa de adicionar esses ativos à carteira especialmente entre fundos soberanos e fundos de pensão públicos. Em vez de apenas excluir os poluidores, muitos agora estão comprando especificamente de empresas ou projetos que estão fazendo a transição de práticas mais poluentes ou menos responsáveis para as mais sustentáveis.

No entanto, ainda existem claras lacunas. A pesquisa descobriu que cerca de 60% dos GPIs não usam benchmarks ESG – uma espécie de lista de compras de ativos que eles podem ou não possuir – e apenas 8% tinham seus próprios benchmarks personalizados. (Reuters)

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