Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – Em evento da Caixa Econômica Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse ontem que a taxa básica de juros, a Selic, deve sofrer um novo corte e cair de 5% para 4,5%. A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) está marcada para o dia 10 de dezembro.

Em uma conversa de improviso, com funcionários da instituição bancária, o presidente afirmou que não entende de economia e, em uma referência à ex-presidente Dilma Rousseff, afirmou que, no governo petista, reduziram a taxa “na canetada”.

“Eu não entendo de economia, não. Aquela que entendia está pagando uma conta altíssima. Também, naquela época, reduziu a taxa de juros na canetada. Hoje, sem canetada, está em 5%, deve chegar a 4,5%”, disse.

O presidente conversou com a plateia enquanto a primeira-dama Michelle Bolsonaro não chegava ao evento para discutir políticas de inclusão de pessoas com deficiência, em um hotel da capital federal.

No mesmo diálogo, ele disse apoiar projeto de lei que garante a autonomia do Banco Central, que foi enviado ao poder Legislativo, mas ressaltou que o presidente da instituição federal, Roberto Campos Neto, não tem pressa, uma vez que já se considera independente do Poder Executivo.

Tendência de queda – Em discurso, após a chegada da primeira-dama, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que, caso a Selic sofra um novo corte, haverá novas reduções tanto na taxa do cheque especial como no rotativo do cartão de crédito.

“Sem qualquer interferência por parte do presidente, e por iniciativa própria, Pedro Guimarães está fazendo um bom trabalho, obrigando outros bancos a seguirem seu exemplo de administração”, destacou Bolsonaro.

Na semana passada, resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) criou um limite de 8% ao mês às taxas de juros cobradas pelos bancos caso o cliente precise usar o cheque especial. Na época, o presidente defendeu que as instituições bancárias do País adotem taxas de juros compatíveis com a taxa básica de juros.

No evento de ontem, Bolsonaro e Michelle assinaram a abertura de contas correntes na Caixa Econômica Federal. “Está faltando fundo agora”, brincou o presidente. (Folhapress)