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Dólar encerra julho com a maior queda em 2020 e Ibovespa acumula mais um mês no azul

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Crédito: Jose Luis Gonzalez/Illustration/Reuters

São Paulo – Após meses de aumento expressivo na volatilidade, a taxa de câmbio caminha para alguma estabilização nos próximos meses, ainda que dentro de uma faixa de preços, conforme o tombo da economia doméstica dá sinais de ser menos tenebroso e o dólar experimenta enfraquecimento global, avaliaram analistas na sexta-feira (31).

O dólar terminou julho com a maior queda mensal do ano (de 4,07%), depois de, em maio e junho, ter mostrado variações que, na soma, ficaram no zero a zero (a moeda caiu 1,8% em maio e subiu em ritmo parecido no mês seguinte). Em março, a divisa disparou quase 16% e ganhou mais 4,7% em abril.

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Apesar do intenso vaivém intradiário, que chamou atenção de todo o mercado e também do Banco Central nos últimos meses, o dólar vinha desde o fim de maio dentro de uma banda entre as médias móveis de 50 e 100 dias. Mais recentemente, contudo, a média de 50 dias caiu abaixo da de 100 dias, o que costuma ser visto como sinal de mais quedas à frente da moeda.

Mauricio Nakahodo, economista sênior do MUFG, vê o dólar fechando agosto a R$ 5,35 – ou seja, o real em depreciação frente aos patamares atuais. Mas o economista projeta que a taxa de câmbio voltará a R$ 5,10 por dólar ao fim do ano.

“Ainda há fatores de incerteza relacionados à recuperação da economia, a política fiscal, mas o real deve oscilar em uma faixa relativamente estreita, com a hipótese de um controle gradual da pandemia”, disse. “Não teremos aqueles patamares extremos perto de R$ 6 ou muito abaixo de R$ 5 de antes da pandemia”, completou.

O real perde 23,10% em 2020, pior desempenho entre as principais divisas globais. Quando a pandemia começou a golpear a economia mundial, o Brasil sofreu uma das mais visíveis deteriorações de cenário entre mercados emergentes, mas mais recentemente analistas têm melhorado as previsões na esteira de dados de alta frequência acima do esperado, o que também reforça algumas teses de estabilidade dos juros, o que daria fôlego extra ao câmbio.

“O Brasil não tem corroborado essa expectativa de piora. E isso indica que deve haver um catch-up em relação aos demais emergentes”, disse Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, que mantém estimativa de câmbio a R$ 4,70 por dólar no fechamento de 2020.

B3 – Apesar das perdas na sexta-feira, o Ibovespa acumulou mais um mês positivo, que teve como destaque novamente a participação de pessoas físicas na bolsa, além de nova safra de ofertas de ações, em meio a noticiário misto sobre a pandemia do Covid-19 e a recuperação das economias.

Agentes financeiros, contudo, já se questionam sobre a capacidade de mais ganhos expressivos do Ibovespa à frente sem novos catalisadores, embora o cenário de juros extremamente baixos no País continue sendo um relevante patrocinador da migração de recursos para as ações.

Com a Selic a 2,25% ao ano e chance de recuar ainda mais na próxima semana, a participação das pessoas físicas na Bovespa alcançava 27% no último dia 29 de julho, ante 24,2% no final de junho, ocupando espaço de institucionais e estrangeiros, que tiveram suas fatias reduzidas a 23,8% e 44,4%, respectivamente.

O Ibovespa fechou a sessão de sexta-feira em queda de 2%, a 102.912,24 pontos, mas contabilizando um acréscimo de 0,52% na semana e de 8,27% no mês, enquanto, no ano, ainda tem declínio de 11,01%. O volume financeiro na bolsa somou R$ 34,69 bilhões. (Reuters)

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