Crédito: Amanda Perobelli / Reuters

São Paulo – O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, pontuou ontem que o governo central deve terminar o ano com déficit primário abaixo de R$ 100 bilhões em função do ingresso de recursos do leilão da cessão onerosa.

Falando à Globonews, Mansueto afirmou que o certame deverá render à União R$ 48 bilhões líquidos, de um total de R$ 106,6 bilhões em bônus de assinatura. O restante dos recursos será utilizado para pagamento à Petrobras após revisão do contrato de cessão onerosa e para compartilhamento com Estados e municípios.

Se houver ágio igual ou superior a 5% na porcentagem de óleo que a empresa vencedora destinar à União, o pagamento do bônus de assinatura poderá ser parcelado, razão pela qual o governo ainda não sabe se todos esses recursos entrarão em 2019, ou metade neste ano e o restante no próximo, disse Mansueto.

O secretário do Tesouro Nacional afirmou ainda que a expectativa para 2020 é de que o governo não enfrente problema de arrecadação como neste ano, já que o principal desafio será o teto de gastos, que limita o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior. (Reuters)