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Finanças

Lucro da Caixa avança 69,7% no 3º trimestre

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Caixa Economica Federal
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasília – A Caixa lucrou R$ 3,2 bilhões no terceiro trimestre do ano, valor 69,7% maior que o resultado do mesmo período de 2020. De janeiro a setembro, o lucro total do banco chega a R$ 14,1 bilhões, aumento de 87,4% se comparado aos nove primeiros meses de 2020.

Em nove meses, já é o segundo melhor lucro da história do banco, maior que todos os resultados anuais, exceto em 2019. Os dados foram divulgados ontem.

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A margem financeira alcançou R$ 12,2 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 27,8% se comparado ao mesmo período de 2020. O crescimento, segundo a Caixa, é decorrente principalmente dos aumentos de 15,2% nas receitas com operações de crédito e de 130,1% no resultado com operações de títulos e valores mobiliários.

O saldo na carteira de crédito total encerrou o terceiro trimestre com R$ 842,3 bilhões, o que representa crescimento de 11,3%, se comparado ao terceiro trimestre de 2020. Já o saldo em micro e pequenas empresas teve aumento de 39,2% em 12 meses, chegando a R$ 53 bilhões.

“A Caixa foi o primeiro banco a contratar o Pronampe, tendo 35,8% de market share [fatia de mercado] do produto em volume de concessões. Apenas no terceiro trimestre de 2021, foram contratados R$ 6,7 bilhões, contemplando 87,5 mil empresas”, informou o banco.

Até setembro, o volume de contratações no agronegócio aumentou 80,1%, número que corresponde a R$ 10,3 bilhões. No mesmo período, as contratações de crédito imobiliário cresceram 27,9%, na comparação com os nove primeiros meses de 2020, totalizando R$ 104,2 bilhões. O saldo total ficou em R$ 542 bilhões.

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De acordo com o banco, o mês de agosto de 2021 foi o com a maior contratação de crédito imobiliário da história da Caixa, no valor de R$ 14 bilhões. O banco segue como o maior financiador da casa própria no País, com 66,3% de participação no mercado.

Com prestação de serviços, no terceiro trimestre do ano, o banco conseguiu R$ 6 bilhões, aumento de 3,2% no trimestre, com destaque para o aumento de 87,1% nas receitas com produtos de seguridade; 16,5% com conta corrente e tarifas bancárias; 9,5% com fundos de investimentos e 2% com cartões de débito e crédito.

Loterias – No terceiro trimestre de 2021, as Loterias Caixa arrecadaram R$ 4,2 bilhões, valor 4,1% maior que o apurado no mesmo período de 2020. Desse valor, R$ 1,8 bilhão foi transferido aos programas sociais do governo federal nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde. (ABr)

Febraban reduz a projeção de crédito em 2022

A despeito das expectativas positivas para 2021, a expansão esperada para a carteira total de crédito em 2022 passou por nova revisão de baixa, apontando para um viés de queda no próximo ano, revela a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas.

Na segunda revisão seguida para baixo, a alta vai de 7,4% para 7,3%, mais uma vez refletindo a deterioração das perspectivas econômicas e as condições financeiras ainda mais restritivas, em razão da alta mais acentuada da taxa básica de juros, a Selic. Na pesquisa anterior de agosto a alta esperada era de 7,8%.

A revisão de baixa ocorreu principalmente na carteira com recursos livres (+8% ante +9,1% na pesquisa de outubro), enquanto a expansão projetada para a carteira direcionada ficou praticamente estável em 4,1% (ante 4,2%).

A Pesquisa Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento, realizado entre os dias 4 e 9 de novembro, reuniu as percepções de 18 bancos sobre a última Ata do Copom e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

Para a maioria dos entrevistados, a elevação recente da Selic e outra alta esperada para a próxima reunião do Copom será capaz de trazer a inflação de 2022 para um intervalo de tolerância, com baixa possibilidade de chegar ao centro da meta. O Focus projeta o IPCA em 4,79% para o próximo ano.

Para 2021, a expectativa é que a carteira total de crédito deve se manter em um ritmo de expansão elevado e crescer 12,7% em 2021. A projeção é superior à registrada na última edição do levantamento (+12,3%), feita em outubro, e prossegue em linha com a estimativa feita pelo Banco Central, que é de expansão de 12,6%.

O levantamento mostra que o destaque foi a revisão feita na carteira de crédito livre, cuja estimativa de alta passou de 14,1% para 14,8%, impulsionada pela carteira Pessoa Jurídica Livre – estimativa de crescimento passou de 11,2% para 12,7%. Nesta carteira estão linhas como capital de giro, antecipação de faturas de cartões de crédito e desconto de duplicatas e recebíveis.

A pesquisa mostrou que a revisão de alta da carteira livre destinada às famílias foi mais tímida, de 16,8% para 16,9%. Na carteira com recursos direcionados, a revisão também foi ligeiramente positiva, de alta de 8% para 8,1%.

“Devido aos bons resultados positivos da carteira de crédito nos últimos meses, ainda poderemos ter revisão de alta nas estimativas para este ano. O levantamento consolida a análise de que o grande destaque de 2021 será a carteira destinada às famílias, com o aquecimento de linhas ligadas ao consumo, após a flexibilização das medidas restritivas e o avanço da vacinação”, analisa o diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg.

Em relação à taxa de inadimplência da carteira livre, a pesquisa capturou uma ligeira alta nas projeções tanto para 2021 como para 2022, embora ainda sugerindo um cenário sob controle. Para 2021, a projeção subiu de 3,2% para 3,4%, retornando à estimativa do levantamento de agosto. Para 2022, a estimativa foi de 3,5% para 3,7%. Em ambos os casos, as projeções seguem abaixo do patamar pré-pandemia (3,8%).

Selic De acordo com a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas, a maioria dos entrevistados (88,9%), entendeu como adequado o ajuste de 1,5 ponto percentual da Selic.

Os entrevistados estimam mais um aumento de 1,5 ponto percentual na reunião de dezembro, seguida por duas altas de 1,0 ponto percentual nas reuniões de fevereiro e março do próximo ano, com a Selic terminando o atual ciclo de ajuste em 11,25% ao ano.

Para o câmbio, a expectativa é de certa depreciação ao longo do 1º semestre de 2022, com o dólar chegando no patamar de R$ 5,60.

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