Crédito: REUTERS/Bruno Domingos

São Paulo – Economistas passaram a ver o déficit primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) abaixo de R$ 100 bilhões em 2019, conforme relatório Prisma divulgado pelo Ministério da Economia ontem.

Segundo mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a perspectiva para o rombo primário do governo central passou a R$ 99,188 bilhões, ante R$ 104,069 bilhões no relatório de setembro. A meta fixada pelo governo é de um déficit de R$ 139 bilhões para o governo central este ano.

Apesar de o governo ter anunciado recentemente um desbloqueio de R$ 12,5 bilhões em despesas discricionárias, calcado em melhores projeções de receita e diminuição nos gastos para o ano, o contingenciamento para garantir a meta fiscal ainda é forte, na casa de R$ 21 bilhões.

De qualquer forma, o Tesouro vem ressaltando há tempos que entregará um desempenho melhor que a meta, ajudado pelo empoçamento – movimento que ocorre quando recursos são liberados para pagamento, mas não são executados pelas pastas na Esplanada por uma série de amarras e vinculações.

No mês passado, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, estimou que o rombo primário do governo central deverá fechar 2019 entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões melhor que a meta.

Para 2020, a estimativa dos economistas consultados pelo Prisma é de um resultado primário negativo em R$ 75 bilhões, ante patamar de R$ 70,876 bilhões visto no relatório anterior.

A meta para o próximo ano é de um rombo primário de R$ 124,1 bilhões, sétimo dado consecutivo negativo.

Em relação à dívida bruta, a estimativa dos economistas é de que essa relação chegará a 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim deste ano, contra percentual de 78,5% calculado no último relatório.

No ano que vem, a dívida bruta deverá chegar a 79,55% do PIB, ante projeção anterior de 79,7%, ainda segundo o Prisma. (Reuters)