Investidores nacionais foram responsáveis pela maior parcela (84%) das operações efetivadas no ano até maio no Estado | Crédito: Pixabay

Relatório divulgado nesta semana pela PwC Brasil aponta queda no volume de fusões e aquisições em Minas Gerais nos cinco primeiros meses deste ano. Até maio, foram anunciadas 19 transações, número 20% menor na comparação com o total transacionado no mesmo período de 2019, quando foram registrados 24 negócios.

No período acumulado, o Estado representou 6% do total de negócios anunciados no País, que chegou a 327 transações, volume superior ao verificado no mesmo período do ano passado (322 transações).

A participação de investidores estrangeiros em Minas Gerais representou 16% das operações, enquanto os nacionais foram responsáveis por 84% das transações efetivadas.

O relatório destaca as operações envolvendo empresas mineiras em maio, como a aquisição de 14 lojas de supermercados e três postos de combustíveis do grupo mineiro Sales Supermercados pela rede Supermercados BH, sem valores anunciados.

Também foi divulgado o aporte de R$ 6 milhões na mineira Psicologia Viva, plataforma que conecta pacientes e profissionais de psicologia, pelo fundo brasileiro Neuron Ventures, da farmacêutica Eurofarma.

Em Minas Gerais, o setor de TI segue na liderança dos negócios anunciados, com 41% do total transacionado, seguido pelos setores de serviços públicos e serviços de saúde, ambos com 17%.

País – Em maio, foram efetivadas 59 transações no Brasil, o que representa uma queda de 27% na comparação com maio de 2019 (81 transações). Apesar do baixo volume de negócios, o número é maior que o registrado em abril (46 transações), com a quantidade de operações ultrapassando também o montante anunciado em março (54 transações), primeiro mês a demonstrar os efeitos da pandemia de Covid-19 no País.

O volume acumulado até maio de 2020 (327 transações) representa um crescimento de 44% na comparação com os últimos cinco anos, quando foram registradas, em média, 227 operações. O número é 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado (322 transações).

De janeiro a maio, a participação dos investidores estrangeiros regrediu 15%, enquanto as transações feitas por investidores nacionais subiram 10%. Os brasileiros respondem por 76% do total em 2020, com 239 operações efetivadas. Em relação ao capital externo, Estados Unidos, França e Canadá representaram, juntos, 47% das operações estrangeiras realizadas no Brasil.

O setor de TI segue como preferência dos investidores, com 107 transações de fusões e aquisições anunciadas no Brasil. O resultado representa um crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram realizadas 95 transações.

Na segunda posição dos negócios registrados está o setor de serviços auxiliares, com 25 acertos anunciados e 8% de participação no total transacionado, apesar de uma queda de 22% das operações anunciadas na comparação com o mesmo período do ano passado. Em terceiro lugar, o setor de serviços públicos aparece com 22 transações, redução de 44% em relação ao mesmo período de 2019. (Da Redação)