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Com o objetivo de compreender quais são as principais perspectivas do mercado de trabalho agora e pós-pandemia, a Catho realizou um estudo com mais de 370 empresas.

De acordo com a pesquisa, 37% das organizações pretendem investir em treinamento para colaboradores em trabalho remoto e 15% responderam que ainda não sabem. Neste cenário, especialista aponta habilidades fundamentais dos profissionais remotos e como se destacar.

Segundo a diretora de Gente e Gestão da Catho, Patricia Suzuki, a transformação cultural deve assegurar a institucionalização do trabalho remoto, processos de capacitação das lideranças e equipes, aquisição das ferramentas de uso diário e, claro, habilidades indispensáveis que esses profissionais precisam ter para uma boa execução do trabalho a distância.

De modo geral os rituais das empresas se mantêm os mesmos, afirma Patricia Suzuki | Crédito: Divulgação/Catho

“É necessário reforçar que neste ambiente virtual há alguns skills fundamentais para que o fluxo de trabalho opere da melhor forma possível. De modo geral os rituais das empresas se mantém os mesmos, porém adaptados ao formato on-line, isto ajuda a preservar a cultura organizacional em transformação para o remoto. Neste cenário, a inteligência emocional e comunicação proativa são ainda mais importantes aos olhos dos recrutadores e lideranças”, explica a diretora.

Conheça as habilidades essenciais dos profissionais para o trabalho remoto:

Organização e responsabilidade: assim como no formato presencial, atrasar em reuniões e não cumprir prazos ganham uma conotação negativa e de pouco comprometimento com a empresa.

Dessa forma, se atente aos horários dos calls agendados, coloque lembretes nas listas de tarefas e mantenha o compromisso profissional. Pontualidade, gestão do tempo e priorização de atividades são indispensáveis.

Empatia: se colocar no lugar do outro nunca foi tão importante. Ouvir e atuar de forma empática, bem como colocar as pessoas em primeiro lugar, é fator determinante para fazer o trabalho remoto funcionar de forma efetiva.

Presenteísmo: abrir a câmera nas chamadas de vídeo, participar das reuniões do time de trabalho, contribuir com insights, sugestões e feedbacks. Esses são alguns pontos de destaque dos profissionais engajados remotamente. Por meio da presença virtual, o profissional oferece o máximo do seu dinamismo e protagonismo como profissional.

Inteligência emocional: autoconhecimento, relacionamento interpessoal e com a equipe são skills extremamente valorizados pelos recrutadores. Candidatos que possuem a capacidade de administrar as próprias emoções e driblar as barreiras da timidez, principalmente devido à necessidade de se posicionar cada vez mais diante de câmera, são os mais desejados para trabalharem remotamente.

Dentre os pontos que são observados no ambiente virtual estão o descontrole emocional nas práticas de trabalho diárias e falta de ética nos tratamentos entre as pessoas.

Gestão de conflitos: mediar impasses entre pessoas e times também é desafio no ambiente virtual, dessa forma, como o objetivo de manter conexão entre as pessoas e diminuir os impactos negativos que podem surgir a distância, busque momentos de interação.

Café virtual, almoço on-line com o time, bate-papo com colegas. Leve aspectos do dia a dia para o trabalho remoto, além de ajudar a construir um time mais colaborativo, reduz eventuais ruídos.

Colaboração: a capacidade de cocriar sem invalidar as ideias dos demais colegas é mais um skill importante para o trabalho remoto. Profissionais com essa característica mantém acesa a chama da criatividade e inovação em equipe, além de serem superimportantes no dia a dia profissional.

Comunicação proativa: mais do que apenas se comunicar é importante ser proativo nesse processo. Registros “assíncronos” são aqueles em que informamos e apontamos o fluxo de trabalho para que qualquer um no time seja capaz de dar andamento e/ou responda no seu ritmo, isto como consequência ajuda na produtividade de toda a equipe.

Neste cenário, é importante assegurar os pilares fundamentais para a efetividade de implementação do trabalho remoto: cultura, pessoas e ferramentas tecnológicas.