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A pandemia global do novo coronavírus trouxe novos desafios para os microempreendedores populares – somente no Brasil, são 9 milhões de microempreendedores, além de 38 milhões de trabalhadores informais.

Para impulsionar o desenvolvimento econômico e o bem-estar social por meio da gestão e do empreendedorismo, a Fundação Dom Cabral, 9ª melhor escola de negócios do mundo e primeira da América Latina, segundo ranking do Financial Times, lançou o movimento Pra>Frente, que irá capacitar 1 milhão de empreendedores populares brasileiros.

Desde o início do projeto, já foram mais de mil pessoas, entre voluntários e empreendedores, cadastrados para participar. Por meio do movimento, a FDC também tem articulado junto a grandes empresas doações de recursos que serão destinados ao apoio às organizações sociais.

O próximo passo do movimento é a criação de um Fundo de Apoio ao Empreendedorismo com aplicação dos recursos arrecadados na capacitação de microempreendedores, de líderes comunitários e também para incubação de negócios sociais.  A auditoria do movimento é realizada pela Grant Thorton.

A Grant Thornton Brasil, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, com presença em mais de 140 países, prestará serviços de auditoria, pro-bono, das demonstrações financeiras do movimento. O trabalho será coordenado pelo sócio e líder do escritório de Belo Horizonte, Daniel Vieira.

De acordo com o CEO da empresa no Brasil, Daniel Maranhão, “a ideia é reafirmar o compromisso da Grant Thornton de atuar de maneira consistente em ações e projetos relacionados à inclusão e diversidade, empreendedorismo e voluntariado. A empresa observa com bastante atenção todos os setores da economia e está entre seus valores auxiliar a sociedade e os negócios por meio de sua expertise. Fazer parte deste projeto da Fundação Dom Cabral atesta o nosso compromisso de trazer transparência aos processos, parceiros e a sociedade, incentivando projetos importantes”, afirma o executivo.

O movimento é composto de cinco pilares principais: (1) Ferramentas; (2) Incentivo e Capacitação; (3) Desenvolvimento do ecossistema; (4) Acesso ao crédito e (5) Rede de prosperidade – voluntários, empresas, organizações sociais e poder público. Inscrições para apoio e participação como voluntário ou microempreendedor podem ser feitas pelo site.

Por se tratar de um movimento, o Pra>Frente reúne parceiros – como o G10 Favelas – entre empresas, organizações sociais e poder público. A ideia é articular uma grande rede voltada à prosperidade social – daí seu potencial de alcance. O primeiro ciclo do projeto envolveu cerca de 70 empreendedores.

Neste período, também foi firmada parceria com o Consulado da Mulher (Whirlpool) para capacitação de mulheres de baixa renda. O projeto Mãos de Maria, da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, também já implementou algumas das melhorias derivadas da parceria e atualmente, 300 mulheres estão sendo inscritas em um programa de gestão e empreendedorismo do movimento.

Segundo Ana Carolina Almeida, Gerente de Projetos da FDC e responsável pelo movimento Pra>Frente, “a iniciativa pretende fortalecer o ecossistema de empreendedorismo brasileiro, contribuindo com a redução das desigualdades sociais no Brasil.” A crença de que os negócios devem ser propulsores do bem-estar social está presente nas ações da Fundação Dom Cabral desde o seu início, há mais de 40 anos.

Embora tenha sido lançado no contexto da pandemia, o Pra>Frente tem foco no futuro. Ou seja, irá fomentar conhecimentos que vão impulsionar a transformação e a escalabilidade dos negócios sociais, para que eles progridam durante, mas, sobretudo, após o fim do contexto de isolamento social.

O movimento utiliza metodologia do Banco Mundial para fomento do microempreendedorismo e abrange conceitos como iniciativa, persistência e visão de futuro. Também é utilizada toda a experiência da FDC com a iniciativa Empreenda, que desde 2016 já apoia microempreendedores sociais.

Voluntariado – Outra frente de atuação é o voluntariado. A FDC tem atraído, desenvolvido e engajado profissionais com diferentes áreas para compartilharem sua experiência com os empreendedores. Nas sessões de mentoria, é feita a troca de conhecimentos, suporte na busca de soluções e alternativas para sobrevivência e impulsionamento do negócios, assim como é oferecido apoio psicossocial. Entre os temas abordados, estão controle de orçamento, controle de fluxo de caixa e precificação.