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Governo de Minas Gerais

Publicado em 21/12/2021 às 10h00

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Estado lança cursos superiores de Tecnologia em Laticínios e Agropecuária de Precisão

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Aula prática na fábrica escola de laticínios do (ILCT) | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG
Aula prática na fábrica escola de laticínios do (ILCT) | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG

Minas Gerais deu um novo passo rumo ao fortalecimento da cadeia produtiva do agronegócio, que está ancorada, desde o início, na ciência, para o máximo aproveitamento da terra, e, mais recentemente, na tecnologia. Com esforços da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Seapa), através da sua vinculada Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Estado irá oferecer, nos próximos meses, cursos de ensino superior nas áreas de laticínios e agropecuária de precisão.

A valorização de áreas como essas, que projetam os produtos de Minas para o mundo, tem sido uma prioridade da Seapa. Nos últimos anos, a pasta atua, por exemplo, na modernização da regulamentação do setor, no suporte ao pequeno produtor e na realização de concursos, inclusive internacionais, para dar visibilidade à qualidade da produção do Estado.

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Os novos cursos, classificados como tecnológicos – e que, portanto, recebem a titulação de uma graduação –, representam também um novo patamar de ensino para os institutos vinculados à Epamig, sendo eles o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), localizado em Juiz de Fora, e o Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo Antônio Luciano Pereira Filho (Itac), em Pitangui. 

Aula prática de laboratório ITAC | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG
Aula prática de laboratório ITAC | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG

De acordo com o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, João Ricardo Albanez, a iniciativa acompanha as necessidades de atender um mercado que está cada vez mais exigente. “Essa exigência do setor se dá pela própria importância que o agronegócio representa em Minas e no País, na participação na economia. É por isso que disponibilizar profissionais de nível superior nessas áreas é essencial. Eles serão absorvidos rapidamente pelo setor e poderão levar o conhecimento adequado aos produtores”, explica.

Com o anúncio dos novos cursos superiores, a Seapa também reafirma o lugar do Estado como articulador da inovação e garante que produtores de todos os portes encontrem as tecnologias necessárias para a continuidade de seus negócios, conforme avalia o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria, Carlos Bovo. 

“A gente percebeu a necessidade de aprofundar os cursos técnicos que já eram ofertados no Estado. Porque com os cursos superiores, tecnológicos, você consegue colocar o profissional de uma forma mais rápida para apoiar o produtor e ao mesmo tempo fomentar o conhecimento aplicado. Essa era uma demanda do setor e nós somos agora um elo para que os profissionais estejam cada vez mais preparados para o atendimento das demandas”, afirma Bovo. 

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No caso do curso de Tecnologia em Laticínios, por exemplo, que terá a duração de três anos e será oferecido pelo ILCT, a diretora-presidente da Epamig, Nilda Ferreira Soares, destaca que essa é uma “área importantíssima” para Minas Gerais, já que o Estado se consolida cada vez mais como uma referência na produção de leite e queijos de qualidade.

Aula prática na fábrica escola de laticínios do (ILCT) | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG
Aula prática na fábrica escola de laticínios do (ILCT) | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG

Ainda segundo a presidente da Epamig, a formação de profissionais qualificados representa um avanço que excede a territorialidade e o agronegócio mineiros.

“Estamos formando profissionais para o Brasil todo. São fronteiras abertas. Nós sabemos o quanto a agropecuária é significativa para o PIB (Produto Interno Bruto) do País e do Estado. Então, o que nós queremos é formar profissionais que tornem a agropecuária ainda mais pujante, de qualidade e competitiva, porque o mundo busca mais tecnologia e custos mais baixos”, afirma Nilda Soares.

Os novos cursos

Com o credenciamento conferido pelo Conselho Estadual de Educação e a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais aos institutos tecnológicos vinculados à Epamig, os caminhos do ILCT e do Itac são ainda mais promissores, já que o credenciamento permite que os mesmos ofereçam cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, além de novos cursos de graduação a mais dos já citados. 

Nesse sentido, o coordenador pedagógico da Epamig, Frederico Passos, pontua que uma das principais diferenças para os cursos que já eram ofertados nos institutos de ensino nas áreas de laticínios e agropecuária é que os alunos garantem também a possibilidade de fazer um mestrado, por exemplo, e se aprofundar nas temáticas de suas preferências e seus interesses.

Ainda de acordo com Frederico, os cursos recentemente credenciados e que serão ofertados no primeiro semestre de 2022 para os 40 alunos que forem aprovados no processo seletivo de cada curso (Agropecuária de Precisão e Tecnologia de Laticínios) por meio de notas do Exame Nacional do Ensino Médio foram pensados de forma a manter a tradição dos cursos técnicos que já eram ofertados nos locais. As atividades didáticas serão distribuídas em cinco semestres letivos. O curso será presencial e o estágio supervisionado poderá ser realizado a partir do sexto semestre.

Especificamente, sobre o curso de Agropecuária de Precisão, o coordenador pedagógico explica que a ideia foi envolver a parte mais moderna que hoje circula nos bastidores do setor, como é o caso da coleta de informações da agricultura e da pecuária, trazendo o conhecimento digital e de equipamentos.

“Hoje, nós temos a clareza de que, em um curto período de tempo, as tecnologias estarão disponíveis para todos os produtores, independentemente do tamanho do agricultor. E a proposta é utilizar todas as tecnologias para o bem, principalmente no retorno financeiro daquela área e também no sentido de tirar mais proveito da terra. Mas, além da formação técnica, sempre trabalhamos com aquelas habilidades comportamentais”, afirma Frederico.

Como exemplo, o coordenador pedagógico explica que nos dias de hoje um sensor pode ser utilizado para verificar se a umidade da terra é suficiente ou está baixa para determinados cultivos. Tecnologia essa que pode, ainda, fazer a irrigação automática do solo. 

Aula prática de laboratório ITAC | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG
Aula prática de laboratório ITAC | Créditos: Erasmo Reis/ASCOM EPAMIG

Conhecimento que transforma

O ex-aluno do curso técnico do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) Yuri Cunha afirma que a formação técnica e o incentivo ao desenvolvimento de atributos de relacionamento interpessoal foram marcas do curso em sua vida profissional e pessoal.

“O Cândido Tostes é uma escola para a vida. Até hoje eu tenho um carinho muito grande pelo Instituto, porque foi ele que proporcionou tudo em minha vida, um divisor de águas para que eu pudesse alcançar meus sonhos. A experiência que tenho hoje não é só a técnica, mas a de me relacionar e comunicar com as pessoas”, conta Cunha, que é de Juiz de Fora.

Desde 2014, quando se formou no curso Técnico em Laticínios, Yuri Cunha, que atualmente tem uma empresa de representação de alimentos lácteos, carnes e de panificação junto com o irmão, que também se formou no mesmo curso, atua no mercado de laticínios e insumos da cadeia alimentícia.

Ele acrescenta, ainda, que a formação adquirida foi primordial para que, em uma de suas experiências profissionais, ele pudesse liderar uma equipe de 55 pessoas na  produção.

Sirlaine Leite Ferreira também passou por um dos Institutos vinculados à Epamig. A ex-aluna do curso do Instituto Técnico de Agropecuária e Cooperativismo Antônio Luciano Pereira Filho hoje é consultora técnica da Via Verde Agro Consultoria e atende clientes de Minas Gerais e Rio de Janeiro em experiências profissionais que visam à manutenção do homem no campo por meio do conhecimento.

“A escolha pelo Itac se deu por poder fazer o curso em período integral e pelo breve retorno ao mercado de trabalho. Me chamou muito a atenção no dia da matrícula a demanda por técnicos na própria escola. Logo que saí do curso, entrei como trainee em uma empresa de consultoria que atua em diversas áreas na cadeia do agronegócio. Com o decorrer do tempo, foquei na atuação no setor de pecuária de leite, gestão de pessoas e gestão financeira”, conta Sirlaine.

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