Justiça suspende execuções e bloqueios contra Casas Bahia até fevereiro de 2027

Decisão judicial antecipa 'stay period' e protege o patrimônio da varejista de novos bloqueios
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Justiça suspende execuções e bloqueios contra Casas Bahia até fevereiro de 2027
Lojas do Triângulo Mineiro passam a agregar usabilidade e atendimento qualificado para o consumidor da região | Crédito: Casas Bahia/ Divulgação

A Casas Bahia informou nesta segunda-feira que a Justiça aprovou a antecipação dos efeitos do “stay period”, suspendendo ações e execuções contra o grupo antes mesmo da decisão sobre o processamento formal da recuperação judicial.

De acordo com a decisão da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo – SP, ficam suspensas todas as ações e execuções contra a companhia e as demais recuperandas e vedados novos atos constritivos pelo prazo de 180 dias, contados a partir de 19 de agosto de 2026.

A Casas Bahia pediu recuperação judicial neste mês, buscando reestruturar dívidas de aproximadamente R$17,3 bilhões.

No despacho, a juíza Tainá Maria de Oliveira cita que, “conforme demonstrado pelas recuperandas, a notícia do ajuizamento recuperacional deflagrou corrida de credores contra o patrimônio do grupo, com bloqueios judiciais que alcançaram cerca de R$9 milhões em poucos dias e risco iminente de desfalque patrimonial”.

“Deixar as devedoras desprotegidas durante os 30 dias da constatação prévia comprometeria a viabilidade do soerguimento empresarial”, afirmou.

Conteúdo distribuído por Reuters

 Paula Arend Laier
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Paula Arend Laier

Reuters

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