Google deve indenizar usuário de Minas Gerais que teve e-mail invadido; entenda o caso
A Google Brasil deve indenizar um morador de Leopoldina, na Zona da Mata, que teve a conta de e-mail invadida por criminosos. A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a condenação da companhia, que deve pagar R$ 3 mil em indenização por danos morais.
Os magistrados entenderam que houve falha na segurança do serviço, permitindo que hackers assumissem a identidade digital do usuário durante seis dias.
Entenda o caso
Segundo o processo, em julho de 2025, o usuário perdeu o acesso a dados pessoais e bancários e a backups por conta de uma invasão ao seu e-mail. O criminoso utilizou o acesso para se passar pela vítima no WhatsApp, solicitando transferências via Pix a amigos e parentes. A vítima tentou contato com a empresa para retomar as credenciais, mas, segundo ela, só conseguiu recuperar o acesso às contas uma semana depois, após o invasor ficar inativo.
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Ao acionar a Justiça, o consumidor argumentou que o sistema de recuperação da empresa é “estruturalmente defeituoso”, pois envia notificações de segurança justamente para o e-mail que já está sob controle do invasor, impedindo a retomada rápida da conta.
Em 1ª Instância, a empresa foi condenada a pagar R$ 3 mil em danos morais. O consumidor recorreu, pedindo aumento no valor, sob a justificativa de ter sofrido profunda angústia e perdido tempo útil.
Falha de segurança gera responsabilidade da empresa
A relatora do recurso, desembargadora Mônica Libânio, votou por manter a sentença, ressaltando que a invasão de contas por terceiros configura um “fortuito interno” – ou seja, um risco inerente à atividade econômica da empresa de tecnologia, que deve responder objetivamente por falhas de segurança.
Segundo a magistrada, a situação ultrapassou o mero aborrecimento, pois a exposição de dados e as tentativas de fraude em nome da vítima violaram a privacidade e a tranquilidade do consumidor. O valor definido em 1ª Instância foi considerado proporcional ao abalo.
Procurada pelo Diário do Comércio para informar as medidas tomadas na resolução do problema, a Google Brasil disse que não vai comentar o caso.
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