CEVCM da OAB-MG manifesta apoio à advogada e repudia desrespeito
A Comissão Especial de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CEVCM) da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Minas Gerais (OAB-MG) manifesta sua solidariedade e apoio à advogada e conselheira seccional da entidade, Juliana Maria Cunha Reis Santos, em razão dos fatos ocorridos durante audiência trabalhista realizada em Belo Horizonte na última semana, nos quais teria sido vítima de conduta incompatível com os princípios éticos, o respeito profissional e a urbanidade que devem nortear o exercício da advocacia.
A presidente da CEVCM da OAB –MG, Isabel Araújo Rodrigues, afirma que, segundo informações recebidas, a advogada foi submetida a tratamento desrespeitoso e agressivo pelo advogado da parte adversa, que teria buscado intimidá-la mediante alegações de suposta vinculação ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, fato que se apurou não corresponder à realidade, além de adotar postura de constrangimento e desqualificação de sua atuação profissional.
“Especial preocupação causa a notícia de que tais manifestações teriam sido permeadas por referências depreciativas relacionadas à condição de mulher da advogada, revelando comportamento que reforça práticas discriminatórias e incompatíveis com os valores constitucionais da igualdade, do respeito e da dignidade humana. A violência contra a mulher não se restringe aos espaços domésticos ou privados. Ela também se manifesta nos ambientes institucionais e profissionais, por meio de condutas que buscam silenciar, constranger, intimidar ou diminuir mulheres. Tais práticas não podem ser naturalizadas nem toleradas, especialmente em ambientes que devem ser pautados pela ética, pelo respeito mútuo e pela observância das prerrogativas profissionais”, avalia Isabel Rodrigues.
A CEVCM da OAB-MG reafirma seu compromisso com a defesa das mulheres advogadas e com o combate a toda forma de violência, discriminação, assédio ou constrangimento de gênero no exercício profissional. “Manifestamos nosso integral apoio à conselheira seccional Juliana Maria Cunha Reis Santos e confiamos que os fatos serão devidamente apurados pelas instâncias competentes, com a adoção das medidas cabíveis para a preservação da dignidade da advocacia e para o enfrentamento de qualquer prática de violência ou discriminação contra as mulheres. Respeito, igualdade e ética são valores inegociáveis e constituem pressupostos fundamentais para uma advocacia verdadeiramente livre, democrática e comprometida com a justiça”, ressalta a presidente da comissão.
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