Encontro Mulheres de Minas discute políticas públicas para mulheres no Estado
O Projeto Mulheres de Minas, iniciativa estadual voltada para a promoção da autonomia feminina, o fortalecimento de redes de apoio e a defesa de direitos, chega à sua reta final com a realização do “Encontro Mulheres de Minas”. O evento reúne especialistas, lideranças e empreendedoras para discutir temas centrais da agenda feminina contemporânea, como saúde mental, empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero e políticas públicas. O Encontro, aberto ao público, acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Espaço 104, no Hipercentro da Capital. Os ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla.
O projeto Mulheres de Minas funciona como um espaço de articulação, debate e inclusão de mulheres em diversas esferas da sociedade e tem como pilares:
- Espaço de Diálogo e Políticas Públicas: O projeto tem papel central na mobilização e estruturação de conferências regionais e estaduais de políticas para as mulheres, sendo um canal direto para que mulheres do Estado levem suas demandas aos poderes públicos.
- Autonomia e Empreendedorismo: Oferece oficinas, palestras e espaços para expositoras e empreendedoras independentes, incentivando a independência financeira e a economia solidária.
- Visibilidade: O projeto busca combater a invisibilidade feminina, destacando o protagonismo de mulheres mineiras em várias áreas de atuação, desde a gestão pública até as artes e o empreendedorismo.
De acordo com a subsecretária de Política dos Direitos das Mulheres da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Joana Coelho, as palestras e painéis trazem temas como educação empreendedora e inovação; esporte: um direito social fundamental; e o papel estratégico dos equipamentos para mulheres e articulação da rede de enfrentamento, entre outros. O público poderá participar também de oficinas de aperfeiçoamento, atividades de networking e apresentações culturais.
“O projeto chega ao fim com números importantes. Em 2025, foram 146 conferências regionais, uma conferência estadual com 600 participantes de mais de 200 municípios, e fomos para a Conferência Nacional com uma delegação de 178 membros – a segunda maior. O evento em BH é para passar os resultados e discutir as políticas públicas para as mulheres que existem e quais ainda precisamos”, explica Joana Coelho.
Esta iniciativa dialoga diretamente com ações estratégicas que estão sendo implementadas em Minas Gerais, como o fortalecimento dos Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs), a estruturação da rede de enfrentamento e atendimento às mulheres, a implementação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, a ampliação dos Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres, a campanha A Violência que os Olhos Não Veem, o Protocolo Fale Agora, as ações de dignidade menstrual, a implantação dos Centros de Referência Especializados de Atendimento à Mulher (CREAMs) na Bacia do Paraopeba e o desenvolvimento do Observa Minas Mulheres, ferramenta fundamental para a produção de dados, monitoramento de indicadores e aprimoramento das políticas públicas voltadas às mulheres mineiras.
Para a subsecretária, construir essas políticas para mulheres é um trabalho árduo e diário. Durante o projeto, as estruturas municipais voltadas para as mulheres em Minas cresceram quatro vezes. Serão inaugurados 25 centros de atendimento na Bacia do Paraopeba.
“É um trabalho de rede muito grande e muitas vezes invisível. Para isso envolvemos os municípios, as polícias civil e militar, o ministério público e outras estruturas. Cada uma atua dentro das suas missões e alcance. Nos casos de violência, por exemplo, quem chega primeiro é a polícia, e ela tem que estar preparada para lidar com a mulher, que é a vítima e também com o agressor. A violência contra a mulher precisa de um atendimento próprio, um atendimento que não é igual ao de outros casos”, pontua.
Além da edição realizada em Belo Horizonte, a iniciativa também terá uma edição em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, no dia 15 de junho, como forma de ampliar o alcance das discussões e dos resultados do projeto.
“É preciso falar a respeito, a gente tem que fortalecer as mulheres. Falar sobre as leis, não apenas sobre a Maria da Penha. Precisamos conversar com os gestores, com a população. A pauta da mulher não tem partido. Todo mundo tem que estar ciente do conceito de equidade. Não há tempo errado para tomar consciência e agir, todo momento é hora”, conclama a subsecretária de Política dos Direitos das Mulheres da Sedese.
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