Legislação

Governo adia análise sobre aversão a risco do modelo de operação do setor elétrico

Análise de parâmetros de aversão a risco é postergada para 2027, gerando debate intenso sobre preços e segurança energética
Governo adia análise sobre aversão a risco do modelo de operação do setor elétrico
Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

O governo decidiu adiar uma análise sobre eventual mudança dos parâmetros de aversão a risco dos modelos computacionais que baseiam a operação do setor elétrico brasileiro e a formação de preços de energia, segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia na noite de quarta-feira.

Uma deliberação sobre o tema estava prevista para ocorrer na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) da véspera.

Segundo a nota do ministério, foram solicitadas avaliações adicionais, a órgãos do setor elétrico, quanto aos impactos do resultado dos leilões de capacidade realizados em março deste ano sobre os parâmetros de aversão a risco para 2027.

“Assim que disponibilizadas as avaliações solicitadas, o CMSE se reunirá para deliberar sobre o tema”, disse a pasta.

A calibragem dos modelos de operação e precificação do setor elétrico para 2027 tem gerado forte debate entre agentes, especialmente geradores, comercializadores e consumidores, dado o impacto relevante sobre os preços da energia.

Os parâmetros atuais, que entraram em vigor no início de 2025, tornaram os modelos mais “conservadores” e dão um peso maior aos piores cenários possíveis de escassez hídrica, visando a segurança energética.

Uma ala do setor elétrico, sobretudo comercializadores e consumidores, entende que essa aversão a risco está mal ajustada, distorcendo os preços e causando sobrecustos, sem trazer os benefícios proporcionais esperados. Já outro segmento, composto principalmente por geradores hidrelétricos, entende que os preços de energia estão mais aderentes à realidade operativa e defende a manutenção dos parâmetros atuais.

Conteúdo distribuído por Reuters

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