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Academia de Judô Elefante Branco chega aos 50 anos

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Mestre Antônio e a esposa Maria Salvador | Crédito: Divulgação
Mestre Antônio e a esposa Maria Salvador | Crédito: Divulgação

No Brasil, poucos negócios são capazes de completar 50 anos. Entre os empreendimentos dedicados ao esporte isso é ainda mais raro. O feito a ser comemorado dessa vez é da Academia de Judô Elefante Branco, localizada no bairro Barroca, na região Oeste. A obra de toda uma vida do Mestre Antônio Oliveira Costa só se concretizou graças ao apoio incansável da sua esposa, Maria Salvador, ou, simplesmente, Cotinha, desde o tempo em que ainda moravam no Rio de Janeiro.

“O judô me foi receitado como remédio porque eu tinha uma vida desregrada. Mas foi graças a ela que me dediquei e pude me curar. Eu era representante de um grande laboratório e vim para Belo Horizonte com a missão de vender anticoncepcionais. Uma missão muito difícil naquela época e ninguém queria vir. Aceitei por uma comissão muito maior do que teria no Rio de Janeiro e foi com esse dinheiro que dei início ao nosso sonho de ter uma academia que atendesse a quem podia e também a quem não podia pagar”, relembra Costa.

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E com tanta dedicação, o mestre trilhou uma longa carreira de professor de artes marciais. Foi várias vezes ao Japão – onde se tornou amigo de algumas lendas do esporte – e alcançou a Seleção Olímpica de Judô Brasileira, onde treinou boa parte dos nossos medalhistas, entre eles, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio. Foram quatro Olimpíadas: Seul (Coreia do Sul), em 1988; Barcelona (Espanha), em 1992; Atlanta (Estados Unidos), em 1996; e Sidney (Austrália), em 2000.

Medalhas – O judô é o esporte individual que mais deu medalhas olímpicas para o Brasil. São 22, sendo quatro ouros, três pratas e 15 bronzes. Essa vitoriosa história começou em 1972 quando o japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii conquistou o bronze nos Jogos de Munique na categoria meio-pesado. Depois de 12 anos, o Brasil voltou a figurar no pódio. E vieram logo três medalhas. A primeira foi a de prata de Douglas Vieira, também no meio-pesado, nos Jogos de Los Angeles em 1984. Foi a primeira vez em que um brasileiro chegou a uma final olímpica. Walter Carmona e Luís Onmura faturaram o bronze na mesma edição. O primeiro ouro olímpico do judô brasileiro veio com o também meio-pesado Aurélio Miguel nos Jogos de Seul em 1988.

Nos jogos mais recentes, realizados no Brasil, em 2016, o Judô brasileiro mais uma vez mostrou sua força. Primeiro, com Rafaela Silva no peso-leve feminino (57kg). Ela é a única judoca brasileira campeã olímpica e mundial. No penúltimo dia dos Jogos Rio 2016, Mayra Aguiar conquistou seu segundo bronze olímpico e também marcou seu nome na história do esporte como a única judoca mulher a subir duas vezes no pódio olímpico. Para fechar, Rafael Silva também conseguiu sua dobradinha de bronze no pesado masculino.

“Nos EUA fui considerado como ‘uma pessoa de alto saber’. Ficamos 45 dias para implantar judô em Macon, na Geórgia. Aqui no Brasil, fiquei na Cidade dos Meninos (obra assistencial para crianças em risco social, mantida pela Sociedade São Vicente de Paulo, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH), 17 anos. Sendo oito anos campeões mineiros escolares. A Secretaria de Estado da Educação, nos considerou uma escola-modelo. Mesmo assim, nunca consegui apoio do poder público. Fui recebido por todos os secretários, ouvi muitas promessas mas nada foi efetivo. Aqui em Belo Horizonte e Contagem (na RMBH) o terreno chegou a ser escolhido, mas, por diferentes motivos, a doação nunca foi para frente”, lamenta o mestre.

Desafios – Mesmo assim a escola continua de pé. Acostumado a enfrentar as inúmeras crises pelas quais o Brasil passou nos últimos 50 anos, o casal se manteve firme também durante a pandemia de Covid-19. Sem tempo para lamentações, a decisão foi seguir à risca e sem concessões o protocolo recomendado pelas autoridades mundiais da saúde. Desde março nenhum dos 210 alunos – deles, apenas 82 pagantes – põe o pé na academia ou paga mensalidade.

“Estou com saudades dos alunos e, os pais deles, de mim. Não fiz nenhum tipo de aula on-line. Tenho horror a essa parafernália eletrônica. Enquanto der, vamos segurando. Está no nosso estatuto: a mensalidade é 20% do salário-mínimo para quem pode pagar. Continuo querendo um terreno. Quero fazer uma escola para quem não pode pagar”, completa o professor.

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