Álbum da Copa 2026 reforça tradição e aquece consumo antes do torneio
A aproximação da Copa do Mundo de 2026 já começa a gerar impacto no consumo e no comportamento das famílias brasileiras, impulsionada pelo lançamento do tradicional álbum de figurinhas. Na casa dos irmãos Lucas Agostinho, de 13 anos, e Lívia Agostinho, de 9 anos, a expectativa pela coleção antecipa o clima do torneio e evidencia o papel do produto como experiência de consumo e socialização.
Mesmo antes da chegada do álbum, adquirido em pré-venda, Lucas Agostinho acompanha os lançamentos e estratégias da editora responsável, o que revela o engajamento gerado pelo produto. “Uma das coisas mais legais até agora é esperar. A Panini vai soltando spoilers de como vão ser as figurinhas e o álbum, e a gente fica cada vez mais ansioso”, afirma.
Mais do que um item colecionável, o álbum se consolida como um produto com valor simbólico e social. “O álbum de figurinhas não é só papéis colados em um livro. Ele é história, é nostalgia, é o que junta pessoas”, diz Lucas Agostinho, destacando a participação da família na compra das figurinhas e na construção da coleção.
A dinâmica de troca entre colecionadores segue como elemento central da experiência, reduzindo custos e ampliando a interação social. “Trocar com os amigos é uma das partes mais importantes. Às vezes faltam poucas figurinhas, e comprar mais pacotes não resolve, trocar é o que salva”, relata.
Entre os itens mais valorizados estão figurinhas de jogadores consagrados, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, além das versões raras, que elevam o grau de dificuldade da coleção. A ausência de alguns atletas também chama atenção dos colecionadores, influenciando o interesse pelo produto.
A participação de Lívia Agostinho, de 9 anos, reforça o alcance do álbum entre diferentes faixas etárias e seu papel como porta de entrada para novos consumidores. A expectativa pela abertura dos pacotes e pela descoberta das figurinhas amplia o engajamento e fortalece a experiência compartilhada.
Investimento e mercado
A edição de 2026 deve exigir um investimento relevante por parte dos colecionadores. A estimativa é de cerca de 980 figurinhas, distribuídas em pacotes com sete unidades, vendidos a R$ 7. Considerando repetições e versões especiais, o custo total para completar o álbum pode variar entre R$ 1,1 mil e R$ 1,5 mil.
Além da versão tradicional, o mercado oferece opções de maior valor agregado, como edições de capa dura e parcerias promocionais, a exemplo das figurinhas vinculadas a marcas de bebidas. Esse modelo amplia as possibilidades de monetização e reforça o caráter estratégico do produto para a indústria.
Com experiência anterior, Lucas Agostinho já projeta o tempo necessário para completar a coleção. “O álbum está maior que o da Copa passada, então vai demorar mais. Mas eu quero fazer parte disso. O mundo inteiro vai tentar completar, e eu também quero estar nessa história”, afirma.
Ao combinar entretenimento, consumo recorrente e interação social, o álbum da Copa se mantém como um produto relevante no mercado brasileiro, atravessando gerações e consolidando um ciclo de vendas impulsionado por grandes eventos esportivos.
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