Expansão da rede de fibra ótica da American Tower vai beneficiar 15 cidades mineiras, deste total seis já são atendidas | Crédito: REUTERS/Alessandro Bianchi

A American Tower, operadora e desenvolvedora de infraestrutura multicliente, anunciou na sexta-feira (7) a expansão de sua cobertura de rede de fibra ótica neutra em Minas Gerais.

Neste ano, a ampliação da cobertura de rede vai abranger 15 novas localidades, das quais seis já estão em operação, são elas: Felixlândia, João Pinheiro, Paracatu, Paraopeba, Passa Quatro e Sacramento. Estas novas rotas de backbone somadas ao crescimento de cobertura de rede nas cidades já representam mais de 17 mil quilômetros de rede óptica construída, conforma a empresa em comunicado.

“Essa expansão representa um aumento significativo de resiliência da rede, considerando a realização de projetos que aumentam o número de localidades com a proteção do backbone de longa distância”, afirma o vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da American Tower do Brasil, Abel Camargo.

“A multinacional fornece um serviço de conectividade de alta qualidade, desde que adquiriu os ativos de rede da Cemig e investiu significativamente em sua operação, expansão de capacidade e cobertura”, informa a empresa. A capilaridade da rede óptica ATC abrange cidades que totalizam mais de 90% do PIB de Minas Gerais para oferecer conectividade consistente e infraestrutura de acesso à Internet, o que, de acordo com a American Tower, reforça seu compromisso de investimentos de longo prazo no Brasil.

“Combinamos nossas soluções para fornecer uma plataforma completa de infraestrutura de conectividade e, assim, permitir que nossos clientes expandam suas operações”, finaliza Camargo.

Fundo internacional – American Tower, um dos maiores fundos de investimentos imobiliários globais, é uma proprietária independente, operadora e desenvolvedora de infraestrutura multicliente para comunicações e transmissão sem fio, com um portfólio de mais de 170 mil pontos de comunicação.

Com sede em Boston, Massachusetts, EUA, a American Tower possui operações por todo o território americano, e também no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Paraguai, Peru, México, Alemanha, França, Polónia, Gana, Índia, Nigéria, Quênia, África do Sul, Uganda, Burkina Faso e Níger.

Ufinet teria feito oferta por unidade de fibra da Oi

Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

Milão e São Paulo – A empresa latino-americana de redes de fibra óptica Ufinet, controlada pela Enel e pela firma de private equity Cinven, fez uma oferta não vinculante para a unidade de fibra do Oi, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

Como parte de seu plano de reestruturação para sair da recuperação judicial, a empresa brasileira de telecomunicações pretende vender até 51% da unidade de infraestrutura de fibra InfraCo para financiar sua expansão.

A Ufinet, operadora atacadista de redes de telecomunicações por fibra, possui mais de 70.000 quilômetros de redes de cabos ópticos na América Latina, incluindo o Brasil.

O grupo italiano de energia Enel detém 21% da empresa, mas tem controle conjunto com a Cinven, que detém o restante. A Enel tem opções que expiram no final de 2021 para assumir o controle total.

“O acordo faz sentido para a Enel, pois possui ativos de rede no Brasil e pode alavancar a rede de fibra óptica”, disse um executivo de banco de investimento próximo ao assunto.

A Enel, que colocou a digitalização no centro de sua estratégia, é uma das maiores operadoras de rede de energia estrangeira da América do Sul, onde também possui operações de energia renovável.

Na Itália, possui metade da fibra aberta do País, que está lançando banda larga rápida em todo o território.

Além da Ufinet, um fundo de infraestrutura administrado pelo Banco BTG Pactual e a Highline do Brasil, uma empresa do portfólio da empresa de private equity Digital Colony, também estão entre os concorrentes da unidade de fibra da Oi, disseram fontes.

Uma reportagem da revista Exame nesta semana disse que qualquer acordo com a InfraCo poderia envolver cerca de R$ 11,5 bilhões, incluindo um aumento de capital.

Enel e Cinven foram procuradas pela reportagem, mas se recusaram a comentar. (Reuters)