Roscoe: estão documentados processos ambientais relevantes | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

Foi lançado, na sede da Fiemg, o Livro Anuências de Mata Atlântica em Minas Gerais. A publicação é uma iniciativa do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (Sindiextra) e do Ibama que traz boas experiências e as melhores práticas do processo ambiental.

Segundo o diretor do Sindiextra, Rodrigo Dutra Amaral, a anuência da Mata Atlântica é uma autorização para que as empresas possam, em um processo de licenciamento, suprimir a vegetação do bioma. Para Amaral, a anuência é um processo extremamente técnico e rigoroso realizado pelo Ibama e que tem compensações muito importantes.

“O livro pretende mostrar para a sociedade que anuência não é só suprimir vegetação, mas compensar. Para cada hectare suprimido, pelo menos 2 hectares têm que ser recuperados ou compensados pelas empresas”, afirma.

Foram convidadas sete empresas, como Vale, AngloGold Ashanti, Usiminas, entre outras, que tinham processos de anuência, para participarem do livro e demonstrar casos bem-sucedidos. Além disso, a publicação mostra todo o avanço científico das novas espécies, seja de fauna ou flora.

O superintendente do Ibama em Minas Gerais, Enio Marcus Brandão Fonseca, explica que anuência é uma ação protetiva adicional à Mata Atlântica e vem dentro dos processos de licenciamento, validando a intervenção que vai acontecer dentro do bioma. A ação tem consequências importantes para a sociedade com programas de monitoramento das espécies ameaçadas de extinção e de biodiversidade, com a implantação de unidades de conservação em áreas maiores do que aquelas suprimidas.

“O livro mostra a importância deste trabalho. Entendemos que é relevante mostrar para o setor produtivo, sociedade e academia como é importante o processo da anuência e quais os ganhos ambientais que este processo traz”, ressalta.

A secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho de Melo, parabenizou a iniciativa. “Minas Gerais é o estado onde está a maior parte da Mata Atlântica. A partir do momento que começamos a identificar e documentar as boas práticas, como o livro faz, nós desmistificamos uma série de informações. É necessário mostrar como essas anuências são realizadas e quais são os ganhos não só ambientais, mas sociais e econômicos para a sociedade”, diz.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, também participou do lançamento do livro. “Estão documentados processos ambientais relevantes que trouxeram ganhos ambientais e que não vão impedir a sociedade de usufruir os recursos naturais, desde que hajam as devidas compensações ambientais. Estamos preservando o futuro ambiental e a atividade econômica”, pontua